Durante a cerimônia de posse, o prefeito Nedson Micheleti (PT), fez questão de frisar que a exoneração do ex-presidente Francisco Roberto Pereira se deu pelo desgaste político e não partidário. ''Foram motivos de política de gestão de empresa. Para dirigir uma empresa deste porte, com a importância que tem e no nível de concorrência pesadíssima, não podemos ter, na linha de frente, diretores que estão com desgaste'', justificou. Nedson também rebateu as especulações de que os cargos na diretoria da empresa fossem negociados em uma composição política para 2004. ''Se alguém pensava que eu fosse fazer alguma acomodação política na diretoria da Sercomtel, está demonstrado na prática que não houve. A preocupação nossa é exatamente a gestão da empresa, em momento algum pensei na Sercomtel como acomodação política para ninguém e demonstrei isso.''
Segundo o prefeito, os motivos que levaram o governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), a pedir a auditoria na Sercomtel diretamente ao TC, ainda serão debatidos ''pessoalmente'' com o governador. ''Eu não entendi ainda, mas prefiro fazer a conversa pessoalmente com o Requião. De fato algo difícil de compreender porque ele (Requião), ao invés de agir através da Copel, agiu via Tribunal de Contas para fazer ajustes de práticas administrativas'', questionou.
De acordo com Nedson, a nomeação de Rezende foi uma decisão pessoal. Rezende é economista e foi secretário de Fazenda e de Planejamento de Londrina, entre 1994 a 1996, durante a administração de Luiz Eduardo Cheida (então PT e hoje no PMDB); e diretor Financeiro da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina em 1993 e 1994. (C.O.)

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