O ex-prefeito de Ramilândia (Oeste) Rui Antônio Spagnol (PDT), que foi cassado pela Câmara de Vereadores em setembro de 2011 mas continuava liminarmente no cargo até a última sexta-feira, não aceitou ter que entregar o cargo para o vice, Ricardo Celoni Neto (PR), e ficou trancado no gabinete até a chegada da Polícia Militar (PM), na manhã de ontem. O Tribunal de Justiça (TJ) publicou no final da semana passada o acórdão revogando a liminar que o mantinha no cargo desde abril deste ano. É a segunda vez que o vice assume o Executivo.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Ramilândia informou que ''foram feitas várias tentativas de retirar o ex-prefeito do gabinete antes de chamarem a Polícia Militar''. ''A Câmara de Vereadores convocou o ato solene na manhã de hoje (ontem) para dar posse ao Ricardo. Após a nomeação, ele se dirigiu à prefeitura e encontrou o ex-prefeito dentro do gabinete'', explicou.
Ainda segundo a assessoria de imprensa, amigos do ex-prefeito e outras pessoas tentaram convencê-lo a deixar o gabinete para que o novo prefeito começasse os trabalhos. ''Quando a PM chegou ele saiu do gabinete e foi embora com o carro oficial. Depois voltou e entregou as chaves. Ele alegava complô, mas acabou aceitando a decisão.'' Spagnol permaneceu no gabinete por quase uma hora. Nenhum dos dois é candidato a prefeito nas próximas eleições.
O ex-prefeito foi cassado pela Câmara em setembro de 2011, suspeito de favorecer em uma licitação uma empresa que fornecia peças de veículos. Na ocasião, Ricardo Celoni assumiu a prefeitura, mas em abril deste ano o pedetista retornou ao cargo após obter uma decisão liminar do Tribunal de Justiça, em um plantão, alegando que a sessão de cassação foi irregular. O TJ, contudo, reformou a decisão. Spagnol não foi localizado para comentar o assunto.

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