A Folha esteve ontem na casa do prefeito cassado Pedro Wilson Papin (PSDB) mas não conseguiu falar com ele. O assessor de imprensa acompanhado de dois filhos de Papin afirmaram que ele não daria entrevista por orientação de seu advogado, Alikan Zanotti.
Zanotti, que era o advogado de defesa na CP, renunciou aos trabalhos durante a sessão. A Câmara convocou então um advogado ad hoc, que solicitou prazo extra de 10 dias, negado pela Casa. Outro advogado foi contactado para a conclusão dos trabalhos. Zanotti disse que renunciou porque teria entrado com requerimento um dia antes da sessão, solicitando que três vereadores não votassem por ''suspeição''. Porém, o requerimento não foi respondido, segundo ele, em tempo hábil. ''Dessa forma, eu não poderia atuar na defesa do prefeito'', justificou.
O advogado informou que entrou com uma ação cautelar exibitória de documentos pedindo a ata da sessão que cassou Papin. Os três vereadores que seriam afastados por solicitação de Zanotti são Cyro Fernandes Correia Júnior (PT), o presidente da CP, Celestino Alves Souza Júnior (PMDB) e o presidente da Câmara, Antônio Vila Real (PMDB). (F.B.)

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