A defesa do prefeito afastado de Santo Antonio da Platina, José Ritti Filho (PMDB), entrou ontem com mandado de segurança no Tribunal de Justiça para reverter o afastamento do cargo decretado semana passsada pela Justiça. O advogado César Augusto de Mello e Silva, afirmou que a denúncia do MP não apontou ''nenhum motivo, em nenhum instante'' para justificar a medida. ''Isso é uma perseguição ao prefeito. Ele nunca foi chamado pelos promotores para contar o seu lado'', reclamou.
O advogado que é também assessor jurídico da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorp) fez uma série de críticas à atuação do MP dizendo que os promotores estariam promovendo um ''terrorismo político''.
Sobre a lista de 40 licitações consideradas suspeitas pela Justiça, o advogado afirmou que foi apresentada pelo MP por ''má fé''. ''Isso ainda não foi julgado e não tem valor de prova. É como seu vizinho registrar toda semana um Boletim de Ocorrência contra você, sem razão para isso'', comparou.
Celso Augusto e Silva informou que não há previsão de prazo para o julgamento do mandado de segurança. (F.S.)

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