Prefeito briga com vereadores e sessões são suspensas
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segunda-feira, 26 de maio de 2003
Benedito Teles<br>Equipe da Folha 
Figueira - A mesa diretora da Câmara Municipal de Figueira (125 quilômetros ao sul de Jacarezinho) anunciou, ontem, a suspensão das reuniões ordinárias. O presidente da Câmara, Luiz Antônio de Souza (PFL), alega que não há segurança no local e que os vereadores e a população que acompanham as sessões podem ser agredidos. ''Já temos casos de tentativa de esfaqueamento e agressões'', lamentou.
Souza também alega que grupos organizados tentam tumultuar as sessões para prejudicar a apuração de irregularidades contra a administração municipal. A medida foi decidida na última quinta feira e comunicada à população, ontem, por meio de faixas colocadas no prédio da Câmara. As sessões ordinárias são realizadas às segundas-feiras, a partir das 8h. A medida é por tempo indeterminado e as reuniões extraordinárias continuarão a ocorrer.
Segundo o vereador grupos de moradores dos bairros Jardim Primavera e Leonor, reduto eleitoral do prefeito Jaime Higino dos Santos (PSL), são levados para comprometer a sessão e desrespeitar os vereadores de oposição. Conforme Souza, os eleitores são transportados por familiares do prefeito e que, as vezes, estão armados e alcoolizados. Ele também disse que a medida serve como um protesto pela demora no julgamento das denúncias contra o prefeito local.
O presidente da Câmara disse que foram protocoladas no Tribunal de Contas e no Tribunal de Justiça do Paraná cerca de 32 denúncias contra o prefeito. O prefeito disse que não há tumulto e acusou a Mesa Diretora de realizar uma manobra para impedir a votação de projetos sociais para o município. ''Não há tumulto e muito menos a participação de meus familiares'', comentou.
Santos citou projetos como o Programa Saúde da Família, obras em escolas e aquisição de veículos como propostas que estão em análise pela Câmara, mas que não são votadas.


