A Câmara de Avaré, no interior de São Paulo, aprovou um projeto de autoria da mesa diretora que aumenta os salários do prefeito de R$ 5 mil para R$ 7 mil, do vice-prefeito de R$ 1 mil para R$ 4,5 mil e dos vereadores de R$ 1.300,00 para R$ 3,5 mil. A aprovação do projeto foi anteontem, mas somente agora está se tornando pública.
Os reajustes, que vão de 40% a 250%, escandalizaram a cidade e o prefeito eleito Wagner Bruno (PSB), que protocolou ontem na prefeitura um requerimento pelo qual pede ao prefeito Joselyr Benedicto Silvestre (PPB) que vete o projeto.
Bruno disse que não concorda com o aumento, principalmente levando em consideração que o funcionalismo municipal não recebe reajuste há seis anos e que as finanças da prefeitura não estão em condições de criar novas despesas, desnecessárias, na opinião dele. ‘‘Eu espero que o prefeito tenha condições de impedir esse abuso, mas, se ele não fizer, meu primeiro ato depois da posse será restabelecer os salários do prefeito, do vice e dos secretários municipais aos níveis de hoje’’, disse.
A posição do prefeito eleito era conhecida dos vereadores, mas, mesmo assim, eles insistiram em fixar os novos valores. Dos 17 atuais vereadores, só oito se reelegeram e saíram do plenário na hora da votação, dando-se como impedidos. Dos nove que não retornarão no próximo mandato, sete votaram a favor e dois - Paulo Dias Novaes (PMDB) e Rogério Rodrigues (PSDB) - votaram contra.
Além da manifestação contrária do prefeito eleito, o Fórum da Cidadania de Avaré também declarou-se contra a prometeu entrar na Justiça para barrar o aumento.

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