O prefeito de Londrina Barbosa Neto (PDT) alegou em entrevista à imprensa na manhã de ontem que o pedido de Comissão Processante (CP) da Centronic ''é uma das maiores injustiças já cometidas contra um administrador público'' da cidade. O pedido de abertura da CP da Centronic ainda não foi analisado pelos vereadores. Ontem, o pedetista entregou sua defesa prévia no caso à Câmara. Era a data final para protocolar o documento. ''Eu queria ser julgado hoje pela Justiça para ser inocentado. Não há dolo, participação, benefício, prevaricação por parte do prefeito porque fomos nós quem rompemos o contrato com a Centronic'', disse ele.
O pedido de abertura de CP tem como base o relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Centronic, que apontou, entre outras coisas, que dois vigilantes pagos com verbas públicas teriam trabalhado na rádio da família do prefeito. ''Eu não tenho culpa se havia um contrato de permuta com a emissora de rádio da minha família com essa empresa. Inclusive com os comprovantes, com a carta de crédito, com nota. Isso, infelizmente, os vereadores de oposição não quiseram apurar, mais uma vez na tentativa de nos desgastar. Mas eu acredito que a Justiça possa ser feita o quanto antes, até pediria celeridade para esse caso, para que nossa inocência possa ser comprovada'', finalizou.
O pedido de abertura de CP foi protocolado na Câmara pelo ex-secretário de Defesa Social, e atual presidente do PMN de Londrina, Benjamin Zanlorenci.
Argumentos
A defesa do prefeito foi protocolada ontem na Casa por volta das 15 horas e, antes de chegar à Mesa, deve passar pela procuradoria. O documento, conforme apurou a reportagem da FOLHA, questiona o instrumento jurídico utilizado pelo PMN, partido que assina a denúncia. ''A via eleita pelo denunciante não é a via adequada para a discussão da aplicação das hipóteses e sanções da Lei de Improbidade Administrativa.'' Segundo a defesa, investigação sobre eventuais irregularidades que infrinjam a Lei de Improbidade deve ser judicial e não conduzida por meio de Comissão Processante no Legislativo.
O autor do pedido de CP, Benjamin Zanlorenci, esteve ontem na Câmara. ''Apenas uma visita'', despistou. Questionado se estaria buscando o décimo terceiro voto (número mínimo necessário para abertura de CP), o ex-secretário se disse otimista. ''Vamos ter os treze.''

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