A determinação de Scaff em cortar gastos já vinha sendo prenunciada, mas o primeiro ato aconteceu ontem, com a assinatura do decreto que corta despesas da Frente de Trabalho, a partir de amanhã: proibição de contratar e/ou substituir integrantes, de realizar alteração na forma de pagamento e de pagar mais de uma diária por dia útil trabalho.
O secretário de Governo, Sidnei de Oliveira, informou que alguns servidores da Frente recebem, por exemplo, 20 diárias. Isso porque eles trabalham nos finais de semana ou fazem hora-extra. ‘‘A partir do dia 1º, se tiver 20 dias úteis, ele receberá só uma diária por dia’’, esclareceu. ‘‘Não tem nada de anormal nessas medidas, estamos apenas evitando mais gastos’’, afirmou Scaff.
Outra providência é o recadastramento dos servidores da Frente. Sidnei afirmou ontem que alguns estão sendo demitidos porque não foram encontrados em seus locais de trabalho. Ele evitou dizer o número de funcionários. A Frente foi criada como medida emergencial há mais de 10 anos. Segundo o secretário da Fazenda, Jair Gravena, a despesa anual para este setor – 2.107 pessoas – é de cerca de R$ 7 milhões.
Outras medidas serão estudadas. ‘‘Estamos com problemas financeiros, todo mundo sabe, e teremos que segurar ao máximo as despesas’’, afirmou Scaff.
Segundo Gravena, as despesas mensais da prefeitura são de R$ 16 milhões. A arrecadação tem sido de R$ 13 milhões por mês e, segundo Gravena, esta diferença tem sido coberta graças à arrecadação de fevereiro, que foi considerada muito boa (cerca de R$ 24 milhões). ‘‘De agora em diante, vamos ter que controlar as despesas’’, argumentou. (L.O.)

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