Prefeito afirma desconhecer reunião com empresa do lixo
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sexta-feira, 03 de fevereiro de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto (PDT), negou que a administração tenha favorecido a empresa MM, que executa serviços de varrição e coleta do lixo domiciliar desde o início da gestão, em 1º de maio de 2009. Os contratos somam aproximadamente R$ 1,5 milhão mensais. Conforme a FOLHA publicou ontem, o Ministério Público (MP) investiga supostas irregularidades nas contratações emergenciais firmadas com a empresa. Em depoimentos, dois agentes afirmaram que, durante uma reunião, um mês antes da posse no Executivo, receberam a recomendação vinda de Kentaro Takahara, que havia coordenado a campanha de Barbosa, de ''dar todo o apoio para a empresa''. Posteriormente, Takahara assumiria a secretaria de Gestão Pública, cargo que ocupou por seis meses.
Apesar de ter afirmado desconhecer a reunião com os representantes da MM, Barbosa vê com naturalidade uma empresa buscar informações sobre a cidade. ''Se o secretário e o presidente da Companhia de Desenvolvimento recebem empresários que vem buscar informações técnicas sobre a economia da cidade, eu acho que é uma obrigação, aliás, isso é moderno'', afirmou o prefeito. Ele saiu, ainda, em defesa do ex-secretário. ''Não se pode colocar em xeque o nome de uma pessoa que tem 60 anos de serviços prestados para a nossa cidade.'' Takahara foi procurado pela reportagem, mas ele estaria em viagem internacional e não foi localizado.
O prefeito reforçou ainda que não há irregularidade em renovar os contratos emergenciais com a MM, porque ''existe um decreto federal afirmando que, em caso de não aprovação do plano de saneamento, é obrigação fazer a contratação emergencial''.
Ao justificar as frequentes renovações de contrato, Barbosa criticou o Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGLP) e o próprio MP, que teriam ''segurado até agora'' a licitação aberta pelo município. ''Se tivesse sido dada essa decisão antes (liberação do edital pelo Tribunal de Justiça) teríamos um barateamento do serviço. Se eu tivesse interesse de fazer qualquer tipo de mascaramento ou de corrupção, eu não teria aprovado o plano de saneamento.''


