O prefeito afastado Antonio Belinati (PFL) passou a tarde de ontem na chácara na família, na zona sul de Londrina. Ele preferiu não dar entrevistas, mas recebeu colaboradores. Belinati se encontrou ontem à tarde com pelo menos dois ex-secretários seus, Eduardo Duarte Ferreira (Procuradoria Jurídica) e Marcos Colli, que atuou na pasta de Recursos Humanos e na Autarquia de Serviços Funerários (Acesf). A movimentação na chácara da família foi pequena durante toda a tarde.
Belinati já havia avisado que não compareceria à sessão de julgamento na Câmara e será representado pelo advogado João Alberto Graça. Desde o segundo semestre do ano passado, quando as investigações do Ministério Público sobre irregularidades na prefeitura se tornaram públicas e cada vez mais fortes, o prefeito afastado adotou a postura de não dar entrevistas sobre o assunto. Nas raras vezes que falou a jornalistas foi para fazer ataques contra os promotores, os vereadores e a sociedade organizada, que pede a sua cassação.
Sempre que questionado sobre as denúncias de gastos na publicidade do Pronto Atendimento Infantil (PAI), Belinati falava apenas sobre a importância da obra. E citava vários números, como de crianças atendidas.
Belinati é alvo ainda de uma Comissão Processante (CP) que apura irregularidades na venda de 45% das ações da Sercomtel para a Copel e de cinco medidas judiciais propostas pelo MP. Irregularidades na administração estão sendo apuradas também por duas Comissões Especiais de Inquérito (CEI), que tramitam no Legislativo.

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