Santa Amélia - O prefeito afastado de Santa Amélia (63 quilômetros ao sul de Cornélio Procópio), Valdemar Pagliaci (PSDB), disse que somente ontem foi notificado do seu afastamento do cargo pela Câmara Municipal. Ele nega todas as acusações de irregularidades cometidas à frente da prefeitura e alega que todo o processo de afastamento ocorreu ''a portas fechadas''. Pagliaci também disse que não se considera afastado e que vai reverter a decisão por meio de medidas judiciais.
O prefeito foi afastado do cargo por 90 dias (sem prejuízo de remuneração) pela Câmara na última quarta-feira. No mesmo dia o vice-prefeito Roderjan Luiz Inforzato (PFL) assumiu a prefeitura. O Ministério Público (MP) acusa Pagliaci de publicar decretos e leis em jornais não oficiais e também de não divulgar os gastos com publicidade. Já os vereadores o acusam de não repassar a dotação orçamentária da Câmara e também de não responder aos pedidos de informações. Pesa ainda contra o prefeito afastado uma denúncia pública de uso de maquinário e pessoal da prefeitura em obra particular.
O presidente da Comissão Processante, Vanderlei Diniz da Luz (PFL), informou que o trabalho de investigação teve início e que o prefeito afastado tem 10 dias para apresentar sua defesa. O prefeito em exercício, Roderjan Luiz Inforzato (PFL), disse que não vai se pronunciar sobre o caso e que vai aguardar a decisão da Justiça. Ele também disse que exonerou, sob orientação do MP, cerca 20 ocupantes de cargos de confiança e que não foram feitas novas contratações.

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