Curitiba - A prefeita de Guaratuba (Litoral), Evani Justus (PSDB), se livrou ontem de uma cassação, pedida pelo seu adversário nas urnas de 2008 Miguel Jamur (PTdoB), através de uma ação de impugnação de mandato eletivo por abuso de poder econômico e político. Jamur já tentava reverter no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná uma decisão de primeira instância, que negou o pedido de cassação.
O relator do caso no TRE, Tomasi Keppen, votou contra a cassação ontem e foi seguido pelos demais membros da corte. A Reportagem não teve acesso ao voto porque o caso corre em segredo de Justiça.
De acordo com o advogado de Jamur, Alberto Zakidalski, a negativa se concentrou na ausência de ''provas suficientes''. O advogado afirma que teria sido feita promoção ilícita da então candidata, no pleito de 2008, na Rádio Litorânea e num jornal impresso local. A rádio pertence a Gil Justus, marido da prefeita e irmão do deputado Nelson Justus (DEM), presidente da Assembleia Legislativa do Paraná.
A acusação também fala de distribuição de gasolina a eleitores na véspera do pleito, o que configuraria compra de voto. Nas filmagens levadas pela acusação, não daria para identificar quem entre as pessoas que recebiam gasolina era correligionário ou eleitor.

mockup