Mesmo antes de ser oficialmente notificada da decisão do juiz da Vara da Infância e Juventude, Ademir Ribeiro Richter, a administração municipal anunciou ontem a reabertura do prédio principal da Prefeitura de Londrina, na quinta-feira.
''Teremos na quinta-feira um dia de reorganização das atividades, com a transferência de computadores, processos administrativos e todos os demais equipamentos e materiais que vêm sendo utilizados pelas diversas secretarias nas estruturas fora da prefeitura. Os servidores que não aderiram à greve já estarão à disposição para atendimento da comunidade no prédio do Centro Cívico'', disse o secretário de Gestão Pública, Jacks Dias. Na liminar - concedida dia 13 - o juiz ainda determinou a retomada de todos os serviços municipais na área da criança e do adolescente, principalmente ação social e educação.
Conforme o secretário, menos de 10% dos quase 7 mil continuam em greve. ''É muito pequeno o número de servidores em greve, não chega a 10% das mais de 7 mil pessoas que integram o funcionalismo municipal'', contabilizou. De acordo com ele, a maioria dos serviços prestados no prédio da Prefeitura está funcionando em outras estruturas municipais.
Segundo Jacks, a Central de Atendimento ao Contribuinte, montada provisoriamente na sede da Ask! (ao lado do Shopping Com-Tour), continuará funcionando até sábado. ''A central começou a atender nesta terça-feira, estará aberta no feriado de amanhã (hoje) e também no sábado, até as 13h. Como a estrutura já está toda montada, decidimos mantê-la até sábado. Assim, o contribuinte terá a opção de procurar o prédio da prefeitura ou a Central de Atendimento para a renegociação de IPTU e ISS em atraso. A partir da próxima segunda-feira, todo o serviço volta para a prefeitura'', explicou.
De acordo com a secretária de Educação, Carmem Baccaro Sposti, a reposição de aulas nas turmas dispensadas durante a greve será discutida com os diretores. ''Vamos estar conversando (sic) com os diretores porque muitas das turmas em que os professores entraram em greve, o auxiliar ou outro profissional assumiu, então não haverá necessidade de reposição. Mas naquelas escolas e turmas que tiveram dispensa, vamos estar avaliando (sic) com os diretores e faremos a reposição'', assegurou.
Na avaliação da secretária, os centros de educação infantil foram os mais prejudicados com a paralisação. ''No início tivemos algumas paralisações de centros mas logo em seguida retornaram. Alguns ainda não estão com quadro completo'', disse. Um levantamento feito terça-feira apontou que dos 2.600 professores municipais, 117 - 62 da área urbana, 12 da rural, e 43 dos centros de educação infantil - estavam com os braços cruzados.
A reportagem tentou falar com a secretária de Assistência Social, Maria Luiza Rizotti, mas ela estava ontem em São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, os serviços prestados na área não foram prejudicados com a greve. ''O atendimento funcionou normalmente nos 14 centros de referência de assistência social, no Viva Vida, Centro de Formação Cidadã. Houve problema em questões administrativas, processos que precisavam ter andamento que em função da greve ficaram lá no prédio da prefeitura, mas o atendimento à comunidade não foi interrompido'', relatou o chefe do Núcleo de Comunicação da Prefeitura, Ricardo da Guia Rosa.

mockup