Além dos depoimentos formais de vítimas do golpe prestados a ele ou à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, o delegado que preside o inquérito da tanato, Alan Flore, afirmou ontem que o preço praticado pelas duas empresas em Londrina também contribuiu para os 12 indiciamentos por concussão e formação de quadrilha. A média cobrada na cidade pelas empresas autorizadas a explorar o serviço fica em torno dos R$ 1.500. Mês passado, contudo, reportagem da FOLHA já antecipava que, em municípios da região, é possível pagar no máximo R$ 400 por uma tanatopraxia.
A Promotoria de Defesa do Consumidor já avisou que, tão logo se encerre o inquérito, deve abrir procedimento para apurar se o Código de Defesa do Consumidor foi desrespeitado. De acordo com o delegado, a média de preços tão acima do praticado em localidades próximas a Londrina já sinalizam em outra direção. ''A coação relatada pelos familiares e o preço superior àquele praticado em outras localidades formam o conjunto de indícios que permitiu o indiciamento formal por concussão e formação de quadrilha. No caso dos valores elevados, eles reforçam a suspeita de que existia o pagamento de 'comissões''', disse Flor, que deve tomar nesta manhã os depoimentos dos representantes das empresas. (J.G.)

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