A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) do Paraná emitiu parecer favorável à cassação do diploma do vereador reeleito de Londrina Gerson Araújo (PSDB). O processo tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e apura suposta irregularidade praticada pelo parlamentar ao ter assumido o cargo de prefeito enquanto fazia companha para continuar no Legislativo. Então presidente da Câmara, ele assumiu o comando do Executivo no mês de setembro, depois que o ex-prefeito Joaquim Ribeiro (sem partido) foi preso e renunciou ao cargo. Gerson, que encerrou a gestão 2009-2012 como o quarto prefeito de Londrina, conseguiu mais de 4,3 mil votos.
O recurso contra o vereador foi apresentado pela promotora eleitoral de Londrina Suzana Lacerda. Quando foi à Justiça contra a diplomação do vereador, ela disse à FOLHA que ''a pessoa não pode se candidatar ao Legislativo, quando exerce o cargo de prefeito''. A promotora informou que no seu recurso não pediu a nulidade dos votos conferidos ao político, ao contrário do que fez o PTC, que também apresentou recurso contra a diplomação do tucano. O interesse do PTC é conseguir a nulidade dos votos de Gerson, o que provocaria uma recontagem do quociente eleitoral, dando, segundo o presidente do partido, Ulisses Sabino, a cadeira para o filiado derrotado, Roberto Fortini. Esse recurso ainda não foi analisado pela PRE.
A reportagem não teve acesso ontem à íntegra do parecer da PRE relativo ao recurso da promotora eleitoral. O advogado do ex-prefeito, Frederico Reis, disse que ''já era esperado o parecer favorável à cassação''. Segundo ele, ''a defesa mantém a posição de que o vereador não tinha outra opção naquele momento na cidade de Londrina, era uma situação inédita que não pode ficar restrita às normas eleitorais.'' Reis informou que, na defesa apresentada ao TRE, pediu ao tribunal que Gerson e testemunhas sejam ouvidos antes da decretação da sentença.

mockup