Pré-candidatos voltam a atacar
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quinta-feira, 15 de janeiro de 1998
Curitiba 
Os pré-candidatos do PFL ao Senado, o chefe da Casa Civil, Rafael Greca, e o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes, estão disputando apoio dos sete deputados federais da bancada, em Brasília, para emplacar suas candidaturas. Greca almoçou na última segunda-feira com Affonso Camargo Neto e começa uma romaria nos próximos dias na tentativa de convencer o restante da bancada de que é o melhor nome para a disputa.
Stephanes reuniu-se, no final da tarde, com os deputados em seu gabinete, no Ministério. Ele apresentou-se como o candidato do grupo ao Senado. A idéia de um encontro com a bancada foi a primeira atitude prática de Stephanes para costurar sua candidatura. Até então, apenas anunciava pela mídia a vontade de concorrer. Stephanes acusa Greca de ambição. Quem tem tradição federal sou eu. Por isso, é natural a minha candidatura. Não seria se eu me colocasse como postulante ao governo ou à prefeitura de Curitiba, declarou.
O ministro disse ainda que só sai candidato com a garantia de que o presidente da Telepar, ex-governador Álvaro Dias (PSDB), não concorra a vaga do senador José Eduardo de Andrade Vieira. Caso contrário, nenhum dos nossos nomes é viável, disse Stephanes que, por diversas vezes, já defendeu coligação entre o PSDB e o PFL para reforçar a base política do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no Paraná.
Na briga por apoio da bancada, Greca estaria em vantagem. Paulo Cordeiro e Luciano Pizzatto já se declaram seus cabos eleitorais. Pizzatto diz que o nome do chefe da Casa Civil é o mais denso e puxa votos para Lerner, mas preferiu não oficializar a sua decisão na presença do ministro da Previdência. Ao contrário de Cordeiro, que diz declaradamente que Greca é o único capaz de derrubar o ex-governador Álvaro Dias, caso venha a concorrer em nome da oposição. O Rafael é o nosso melhor produto, o único capaz de derrotar os adversários, avalia. (L.D.)


