Enquanto a corrida por alianças segue incessante entre os partidos, alguns pré-candidatos já vão antecipando o contato direto com os eleitores. O maior exemplo disso é Antonio Belinati (PSL), que afirma ter iniciado, há mais de um ano, uma série de visitas diárias a bairros da cidade. ''Pelos meus cálculos já conversei, pessoalmente, com umas 20 mil pessoas'', estima o ex-prefeito, que teve o mandato cassado em 2000 e já recuperou os direitos políticos.
A estratégia do deputado federal Alex Canziani, candidato quase certo do PTB, tem sido a de manter diálogos com grupos de representação. ''Temos nos reunido com a sociedade civil organizada, sindicatos, associações, trocando experiências e discutindo um projeto para Londrina'', afirma. Assim como Belinati, que possui um programa de rádio, Canziani conta com um espaço fixo na mídia, arma interessante para esquentar uma pré-candidatura. O deputado mantém um programa de tevê em emissora local.
No quesito visibilidade, contudo, quem sai na frente é Carlos Camargo, nome cogitado para uma candidatura via PSDC. Popular por seus programas policiais em rádio e tevê, Camargo diz que o partido só aguarda uma decisão dele. ''Mas ainda não me defini, estou levando em consideração principalmente a minha família'', pondera.
Sem espaço próprio na mídia, o presidente do PSDB em Londrina, vereador Tercílio Turini, aproveita os últimos meses de propaganda gratuita do partido na televisão. Turini despontou como único nome tucano para a prefeitura em janeiro, e já planeja um pré-lançamento da candidatura para abril.
O prefeito Nedson Micheleti (PT), candidato assumido à reeleição, desconversa quando o assunto é campanha e garante que não dá um passo visando as eleições. ''Está muito longe pra pensar nisso agora. Essas articulações políticas não são problema da prefeitura'', resume.

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