Curitiba - A pesquisa do Ibope foi criticada por dois pré-candidatos. O deputado estadual Neivo Beraldin (PDT) pôs em dúvida a pesquisa alegando que o somatório dos percentuais da pesquisa estimulada chegam a 95%, 102% e a 101%. Beraldin questionou o fato de os números não se limitarem aos 100%.
Quanto ao resultado apontado para seu nome (1%) na pesquisa estimulada, o deputado avalia que ''é aceitável, porque não tivemos campanha de rádio, televisão ou outdoors, de forma diferente de outros candidatos, que tiveram ampla exposição na mídia''. ''Quando nosso programa de governo for conhecido pela população os números vão crescer'', disse.
Procurado pela Folha, o Ibope explicou a questão dos percentuais. A explicação está no Guia de Leitura de Pesquisa Eleitoral. ''Os resultados das pesquisas também podem não totalizar 100% das respostas. Isso ocorre devido a arredondamentos e não a erros. É muito comum em pesquisas com 400 entrevistas encontrar tabelas que totalizam 98% ou até 102%, principalmente quando a quantidade de alternativas de resposta é grande. Por exemplo, caso existam vários candidatos com 0,5% de intenções de voto, todos eles sairão com 1% nas tabelas, fazendo com que a soma das percentagens possa chegar a 102%. Isto porque as percentagens que variam de 0,0% a 0,4% são arredondadas para 0% nas tabelas e as que vão de 0,5% a 0,9% são arredondadas para 1%''.
O deputado estadual Rafel Greca (PMDB) criticou a pesquisa pelo pequeno número de entrevistados. Sobre sua rejeição (63%), Greca disse que o percentual do Ibope ''não bate''. ''Visito as vilas, as ruas, e sinto a solidariedade da população'', afirmou. (M.D.)

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