Curitiba - O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), pré-candidato à reeleição, encaminhou ontem à Câmara de Vereadores um projeto de lei que prevê a redução de 30%, em definitivo, do salário que ele recebe atualmente, que é de R$ 26.723,13. Esse percentual representa R$ 8.016,94 a menos em cima do vencimento bruto do prefeito. Todo mês, Ducci já devolve parte do salário, assim como o seu antecessor no cargo, Beto Richa (PSDB), fazia, desde 2007. Beto começou a devolver um percentual do valor recebido depois que foi divulgado que ele recebia o maior salário entre os prefeitos de todo o País. Com a aprovação do projeto, não será mais necessária a devolução mensal e o salário bruto do prefeito pode ficar em R$ 18.706,19.
Junto com o anúncio do corte no próprio salário, o prefeito informou ainda que vai conceder aumento salarial de 10% aos servidores municipais, o que atinge 44 mil trabalhadores ativos, aposentados e pensionistas. O ganho real é de 4% e passa a ser pago a partir de abril, dependendo da aprovação do projeto na Câmara. Aos professores, além dos 10%, o prefeito oferece R$ 275 mensais. Guardas municipais também devem ser contemplados com aumento. O reajuste virá perto da data-limite que o prefeito tem para conceder aumento aos servidores.
De acordo com a legislação eleitoral, depois de 10 de abril (180 dias antes da eleição) é proibido conceder aumentos que ''excedam a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição''. As medidas ''agradáveis'' de Ducci chegam em um momento em que se rediscute a tarifa do transporte coletivo na cidade, hoje em R$ 2,50. Com o aumento salarial que as empresas do transporte concederam a motoristas e cobradores, o acréscimo na passagem de ônibus é considerado inevitável. O novo valor pode ser decidido nos próximos dias.

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