Curitiba - O governo do Estado tem até a próxima segunda-feira para apresentar sua defesa na ação movida pelo vereador Fábio Camargo (PFL) contra o teste seletivo realizado em convênio com a Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar). Camargo alega que o teste, destinado a contratar 73 jornalistas e técnicos para trabalhar na Rádio e TV Educativa (RTVE), é apenas uma manobra do governo para burlar a decisão da Justiça que determinou a contratação dos funcionários da RTVE através de concurso público.
Através da ação, Camargo pretende anular o teste seletivo, que deve ter seu resultado final publicado nas próximas semanas. O convênio foi celebrado com a Funpar para suprir as vagas que serão deixadas com a demissão de 171 jornalistas ordenada pela Justiça, que vinham trabalhando para o governo sem terem passado por concurso público. A ação que determinou a demissão foi protocolada pelo próprio Camargo em maio do ano passado.
Após ouvir o governo, a juíza da 3 Vara da Fazenda Pública, Josely Ribas, irá apreciar o pedido de liminar de Camargo que visa a anulação do teste realizado pela Funpar. Além dessa ação, o teste está sendo atacado em outras duas frentes jurídicas.
Ontem, onze candidatos protocolaram uma denúncia ao Ministério Público (MP) contra a Funpar, alegando que o teste seletivo teve falhas em sua realização. Entre as reclamações dos candidatos está o prazo exíguo permitido para as inscrições e a falta de preparo dos aplicadores da Funpar na realização das provas práticas e análise de currículos.
A outra denúncia contra o teste está sendo coordenada pela bancada de oposição da Assembléia Legislativa. A pedido do líder da oposição Valdir Rossoni (PSDB), o advogado José Cid Campêlo Filho afirmou ontem que irá ingressar com uma ação na Justiça contra o convênio firmado entre a Funpar e o governo do Estado. A Folha tentou contato com a Funpar, mas foi informada que o responsável pelo teste seletivo só iria se pronunciar hoje.

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