Prazo para filiação acelera troca-troca de legendas
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domingo, 01 de julho de 2001
Agência EstadoDe Brasília 
A três meses da data limite de filiação para quem quer participar da corrida eleitoral de 2002, a temporada de troca-troca de partidos no Congresso já começou. As negociações envolvem líderes do PSDB e do PMDB interessados em garantir espaço em outras legendas para disputar as eleições estaduais. Na lista dos prováveis dissidentes aparecem o líder do PSDB no Senado, Sérgio Machado (CE), e o deputado Michel Temer (PMDB-SP), ex-presidente da Câmara.
Rompido com o governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), o líder tucano está de malas prontas para ingressar no PMDB, de olho numa legenda para lançar sua candidatura ao governo do Estado. No PSDB, Machado não teria a vaga para disputar a eleição, porque Tasso já tem suas opções para a própria sucessão os senadores Lúcio Alcântara (PSDB-CE) e Luiz Pontes (PSDB-CE). O líder tucano tem até o fim de setembro para formalizar sua decisão.
Pelo mesmo motivo, o senador Fernando Bezerra (PTB-RN) saiu do PMDB, onde disputava espaço com outro candidato ao governo de seu Estado, o peemedebista Henrique Eduardo Alves. A crise que enfrentou à frente do Ministério da Integração Nacional, em razão das denúncias de corrupção envolvendo recursos liberados pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o levou a um desgaste interno com os correligionários do PMDB.
No Senado, mais seis parlamentares estudam a possibilidade de abandonar suas legendas: Saturnino Braga (PSB-RJ), Gerson Camata (PMDB-ES), José Alencar (PMDB-MG), Álvaro Dias (PSDB-PR), Ronaldo Cunha Lima (PMDB-PB) e José Fogaça (PMDB-RS).


