Termina hoje o prazo para que o empresário e doleiro Alberto Youssef (foto) se apresente à polícia em Londrina. Caso contrário, será considerado um foragido da Justiça. Acusado de envolvimento com o desvio de R$ 120 mil da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), no final do ano passado Youssef ficou preso por 18 dias, porém foi libertado após decisão do Tribunal de Justiça (TJ).
Na quinta-feira passada, o TJ negou habeas-corpus para o acusado e o juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau de Araújo Ribas, expediu novo mandato de prisão contra Youssef.
O advogado João dos Santos Gomes Filho obteve uma peça judicial dando prazo para que Youssef se apresentasse até hoje. João Gomes havia dito que o empresário se apresentaria no final de semana, mas às 20 horas de ontem o doleiro não havia procurado a 10ª Subdivisão Policial.
João Gomes negou ontem que soubesse o paradeiro de Youssef.
‘‘Recebi um recado da família do Alberto, dizendo que ele está se apresentando. Não há motivos para ele não se apresentar e tenho absoluta convicção de que amanhã (hoje) ele vai se apresentar’’, afirmou. O advogado também pretende recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília, pedindo um habeas corpus substitutivo para o doleiro.
Youssef passou a ser investigado pelo Ministério Público (MP) depois que um cheque de R$ 120 mil, proveniente de uma licitação fraudulenta na AMA, foi encontrado na conta fantasma da empresa Freitas & Dutra, aberta em nome de um ‘‘laranja’’.
Segundo o MP, Youssef seria o verdadeiro responsável pela conta, aberta na agência central do Banestado de Londrina. O doleiro também é apontado como o responsável por outras 36 contas fantasmas, por onde circularam aproximadamente R$ 150 milhões.

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