PR tem orçamento 2000 de R$ 9,2 bi
Leandro Donatti
De Curitiba
O orçamento do Paraná para o ano 2000 está estimado em R$ 9,2 bilhões, o mesmo previsto para 1999 sem os R$ 2 bilhões em emendas de deputados. O anúncio foi feito ontem pelo governador Jaime Lerner (PFL), no Palácio Iguaçu. Pela manhã, Lerner adiantou os números ao secretariado e à vice-governadora Emília Belinati (PTB). O governo encaminha até o dia 30 a proposta para a Assembléia, que tem até dezembro para analisá-la.
Entre os itens consta o de investimentos para o ano que vem. O governador disse que o Paraná vai dispor de R$ 1,1 bilhão para programas, obras, e convênios com municípios. O valor é inferior ao da previsão feita para esse ano, mas segundo Lerner significativo num momento de crise financeira e ajuste fiscal.
No quadro de receitas, o governo estima arrecadar algo em torno de R$ 3,8 bilhões com as vendas da Copel e do Banestado. Os investimentos advêm de recursos à parte e independem, segundo a equipe econômica do governo, da privatização das estatais.
Para tocar o orçamento do ano que vem, o governo trabalha ainda com um repasse de R$ 1,1 como transferências da União e de mais R$ 2,6 bilhões de receita tributária. Lerner disse que os investimentos podem subir se o governo conseguir capitalizar a previdência, com a antecipação dos royalties de Itaipu. Podemos avançar ainda mais, se conseguirmos aliviar a folha, disse.
O gasto com a folha de pagamento mantém-se na média dos R$ 3,2 bilhões-ano, como o previsto para 1999. O Paraná vai gastar R$ 2,2 bilhões com servidores ativos e outros R$ 1,052 bilhão com aposentados e pensionistas. Os custos dos inativos tendem a se reduzir, na medida que o governo for obtendo êxito na capitalização da Paranaprevidência.
Na peça orçamentária a ser encaminhada para a Assembléia, o governo detalha ainda onde pretende injetar os R$ 1,1 bilhão de investimentos: R$ 539 milhões vão para programas e convênios. O restante, algo em torno de R$ 600 milhões, darão suporte, diz o governo, a investimentos nas áreas de saneamento e energia, dentre outros.
Giovani Gionédis (Fazenda) e Miguel Salomão (Planejamento) acompanharam a apresentação do orçamento pelo governador. Gionédis disse que o governo vai apelar para que os deputados não formulem emendas ao orçamento do ano que vem. Estamos querendo manter uma peça mais aproximada possível da realidade. E emendas atrapalham, disse o secretário, que já fez a recomendação ao líder do governo, Valdir Rossoni (PTB).
Gionédis lembrou que o orçamento desse ano foi engordado em R$ 2 bilhões pelos deputados. Era de R$ 9 bi e subiu para R$ 11 bi, disse. O secretário disse que a peça orçamentária para 2000, tida como a mais real dos últimos anos, ficou nos R$ 9 bilhões por conta das privatizações.
Lerner explicou que a capacidade de investimento do Paraná está garantida principalmente pelos três empréstimos internacionais autorizados pelo Senado em dezembro de 97. Salomão emendou o discurso, assinalando que não dá para medir o desenvolvimento de um Estado pelas cifras previstas como investimentos. O dinheiro tem de ser bem aplicado, em setores estratégicos e em infra-estrutura. Isso traz dividendos, ponderou Salomão.Proposta anunciada ontem pelo governador Jaime Lerner é igual à do atual exercício, mas tem emendas de R$ 2 bilhões dos deputados
DivulgaçãoDESTINAÇÃOLerner, na apresentação do orçamento à vice Emília e ao secretariado: R$ 1,1 bilhão para programas, obras e convênios com municípios





