Imagem ilustrativa da imagem PR tem cinco membros titulares em comissão sobre reforma da previdência
| Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Curitiba - Instalada nessa quinta-feira (25), a comissão especial que analisará a reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro (PEC 6/19) possui 49 membros titulares, dos quais 46 já tinham sido indicados até o final do dia. A aprovação da reforma no colegiado exigirá pelo menos 25 votos favoráveis. Os líderes partidários indicaram cinco paranaenses: Felipe Francischini (PSL-PR), Filipe Barros (PSL-PR), Paulo Martins (PSC-PR), Stephanes Junior (PSD-PR) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). Apenas a petista faz parte da bancada de oposição.

Há ainda igual número de suplentes. Nesse caso, Luiz Nishimori (PR-PR) e Diego Garcia (PODE-PR) são os representantes do Estado. O presidente da comissão, Marcelo Ramos (PR-AM), e o relator por ele designado, Samuel Moreira (PSDB-SP), integram duas das 13 legendas que manifestaram intenção de alterar o texto. Ainda que publicamente governistas defendam a PEC original, a tendência é de que pontos como o BPC (Benefício Assistencial de Prestação Continuada), pago a idosos mais pobres, e a aposentadoria rural sofram modificações.

Se passar pela comissão, a proposta seguirá para o plenário, onde precisará de no mínimo 308 votos, e na sequência para o Senado. “É o projeto que vai definir o rumo que o País vai tomar nos próximos anos, se de fato vai melhorar economicamente ou não, se vai gerar mais emprego ou não. Trata do futuro da juventude brasileira. Tenho falado que é o projeto mais importante que o Congresso pode debater”, opina Barros, em entrevista por telefone à FOLHA.

Segundo ele, a Câmara e o Senado são as Casas em que as discussões sobre possíveis mudanças devem ocorrer. “Se entenderem que devem ser feitas adequações, melhorias ao projeto, isso será feito, mas estarei lá defendendo a proposta original do presidente Bolsonaro, por convicção, não por ser do PSL”, adianta. Sobre concessões que o governo já fez, ele diz que na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) o que aconteceu foi a retirada de quatro pontos “superficiais” do projeto, que não comprometem a estrutura.

Encontro com a imprensa aconteceu no Salão de Festas do palácio do Elysée, em ParisAinda de acordo com o londrinense, a notícia de que o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), teria oferecido um extra de R$ 40 milhões em emendas parlamentares até 2022 a cada deputado que votasse a favor da reforma é “a maior mentira já relatada da história recente do Brasil”. “Todo parlamentar tem direito a emendas parlamentares, até os da oposição. A oposição e setores da grande mídia estão divulgando isso como se fosse um ‘toma lá da cá’”.

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| Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

No “centrão”, Stephanes Junior diz haver consenso pela aprovação da PEC. “É uma questão de responsabilidade, de Justiça e necessidade neste momento”. O parlamentar considera imprescindível manter os principais pontos da proposta elaborada pela equipe do ministro Paulo Guedes. “Quanto menos mexer na proposta original, melhor”. Ele aponta que os membros da comissão especial, em geral, têm um perfil mais técnico para debater o mérito da PEC e prevê que até o início de junho a comissão termine os trabalhos.

O PSD está entre os partidos que assinaram documento contra as mudanças no BPC. “Há esse entendimento de manter a regra atual”, explica. Stephanes Junior também critica a oposição. “Não há um compromisso com o Brasil. Eles querem que as coisas deem errado para voltar ao poder”, alfineta.

A reportagem também tentou contato com Gleisi Hoffmann. A assessoria de imprensa da petista informou, porém, que ela passou a tarde no 15º Acampamento Terra Livre, instalado em Brasília para debater pautas indígenas, e que não conseguiria responder à solicitação. Outros parlamentares do partido estiveram na reunião da comissão representando a deputada. Gleisi destacou que o diretório nacional da sigla aprovou uma resolução contra a reforma, ou seja, fechou questão, e lembrou que a oposição ingressou com uma ação na Justiça buscando derrubar o sigilo de dados sobre a previdência. (Colaborou Guilherme Marconi)

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