Levantamento concluído no último dia 30 de junho pelo Tribunal Superior Eleitoral aponta o Paraná como o quarto maior estado do Brasil com títulos eleitorais em situação irregular. Ao todo são 231.183 mil títulos que estão sem validade e que terão de ser refeitos e cancelados, em parte, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O Paraná, que tem hoje 6.078.799 eleitores, só perde para São Paulo, Bahia e Minas Gerais.
As notificações, dando ciência aos eleitores da irregularidade, começam a ser distribuídas a daqui 15 dias, garante a assessoria do TSE em Brasília. A Corregedoria do TRE no Estado ainda não recebeu os resultados do batimento (malha-fina feita pela Justiça Eleitoral) de 96, mas terá que abrir prazo a partir do dia 2 de agosto para a regularização, que poderá ser feita até o início do ano que vem.
Os eleitores que não atenderem a notificação do TSE, ficam sem direito de votar nas eleições de 98. Três faltas seguidas nas urnas resultam no cancelamento do título, o que impede o eleitor, entre outras punições, de fazer concurso público, tirar passaporte, fazer carteira de identidade e participar de processos de licitação.
A maioria das irregularidades detectada pela Justiça Eleitoral no Paraná e demais estados da federação envolve a duplicidade de títulos por falta de informação dos próprios eleitores. Muitos deles mudaram de cidade e não pediram a transferência do domicílio eleitoral. Ao invés disso, requereram um novo documento com uma inscrição diferente.
Existem três vias para a correção dos títulos de eleitor. Quando a duplicidade ocorre na mesma zona eleitoral, cabe ao juiz responsável cancelar o documento com data mais antiga. Se coincidência ocorrer em cidades do mesmo estado, é o TRE o órgão competente para a análise. Agora, se a impropriedade for verificada entre cidades de estados diferentes, o TSE fica obrigado a intervir.

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