Curitiba O eleitor paranaense terá uma overdose de candidatos nestas eleições. Concorrem à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL) 11 candidatos confirmados até o início da noite de ontem, mas o total pode subir para 13. O número equivale ao triplo da eleição passada, em 1998, quando apenas quatro disputaram o Palácio Iguaçu.
Os candidatos na eleição de 6 de outubro foram oficializados nas convenções dos partidos neste final de semana. Ontem acabou o prazo para o fechamento de coligações e escolha de candidatos, mas o registro das candidaturas pode ser feito no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), conforme a Justiça Eleitoral, até as 19 horas do dia 5 de julho. Até o fim do prazo para registro, os partidos ainda podem fazer pequenas acomodações nas chapas.
Vão brigar por votos Alvaro Dias (PDT-PTB-PPB), Roberto Requião (PMDB), Beto Richa (PSDB), Giovani Gionédis (PSC), Jamil Nakad (PRTB), Claudemir Figueiredo (PSTU), Jason Carvalho (Prona), Padre Roque Zimmermann (PT), Rubens Bueno (PPS), Severino Nunes de Araújo (PSB) e Achiles Batista Ferreira Júnior, do Partido Trabalhista Cristão (PTC).
Outras siglas menores, como o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido da Social Democracia (PSD), também planejavam ontem o lançamento de candidatura própria. O nome do PMN ao governo estadual seria o professor de Economia de Maringá Benedito da Silva. Mas o diretório nacional do PMN informou, na tarde de ontem, que não estava definido o lançamento de candidatura própria no Paraná porque o partido está coligado nacionalmente com o PT.
Já o PSD, presidido no Estado pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, poderia lançar o nome de Cyrus Itiberê da Cunha ao governo. A Folha tentou contato com Moura mas ele estava em viagem, retornando da Copa do Mundo, no Japão.
Em 1998, concorreram somente Jaime Lerner (PFL) reeleito para mais quatro anos no primeiro turno , Roberto Requião (PMDB), Jamil Nakad (então no Prona) e Julio Cezar de Jesus (PSTU).
A pulverização dos votos facilita um possível segundo turno, como ocorreu em 1990, quando Roberto Requião foi eleito para suceder Alvaro Dias. No meio político, a aposta é que desta vez o vencedor seja decidido no segundo turno.

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