Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) e o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) Tadeu Marino Loyola Costa assinaram ontem o convênio que inclui os servidores do Poder Judiciário no sistema da Paraná Previdência. No total, cerca de 4 mil servidores entre ativos e inativos passarão a contribuir e receber benefícios através da entidade paraestatal.
A adesão do Judiciário ao fundo de capitalização do Paraná Previdência é mais uma etapa do plano do governo de reunir o sistema previdenciário de todos os servidores públicos sob uma única organização. Segundo o governador Roberto Requião (PMDB), o Poder Legislativo deve ser o próximo a aderir, no início do ano que vem, e as negociações com o Tribunal de Contas do Estado também estariam avançadas. O Ministério Público já recolhe as contribuições de seus servidores ao fundo.
Para o desembargador Munir Karam, a adesão de todos os poderes ao Paraná Previdência é benéfica por uniformizar os procedimentos previdenciários. ''Assim teremos as mesmas medidas e critérios para todos os servidores, atendendo ao princípio da uniformidade de tratamento previsto na Constituição'', ressaltou.
Na cerimônia de assinatura do convênio, Requião reforçou o desejo de transformar a Paraná Previdência de um serviço social autônomo para uma autarquia, fazendo com que seus funcionários passassem a integrar o Quadro Próprio do Estado e corrigindo as distorções salariais. O governador também reiterou a intenção de concentrar os investimentos da paraestatal em títulos da dívida pública federal, sob gestão de bancos privados. ''Ao contrário de outros fundos, não vamos nos aventurar em investimentos em instituições como o Banco Santos'', disse Requião.
O governador também lançou a proposta de utilizar os ativos da Paraná Previdência para financiar obras do Estado. ''Temos R$ 3,8 bilhões de ativos que podem ser usados para obras rentáveis como construção de usinas. Podemos usar esses recursos também para construir o Centro Judiciário do Ahu. O dinheiro seria reposto através de recursos do Orçamento'', explicou Requião.

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