Cu­ri­ti­ba - Ape­nas qua­tro mu­ni­cí­pios do Pa­ra­ná es­tão en­tre as 150 me­lho­res ci­da­des no Ín­di­ce de Res­pon­sa­bi­li­da­de Fis­cal, So­cial e Ges­tão de 2007 (­IRFS 2007) di­vul­ga­do on­tem pe­la Con­fe­de­ra­ção Na­cio­nal dos Mu­ni­cí­pios (CNM). O es­tu­do, que ana­li­sa da­dos de ­três ­áreas, apon­ta a si­tua­ção da ci­da­de. A mé­dia das no­tas ob­ti­das pe­los mu­ni­cí­pios pa­ra­naen­ses co­lo­cou o es­ta­do em 21º  lu­gar no ran­king do Ín­di­ce.
  Pa­ra o pre­si­den­te da CNM, pre­fei­to Pau­lo Ziul­kos­ki, o de­sem­pe­nho dos pa­ra­naen­ses no le­van­ta­men­to não ­quer di­zer que ‘‘os mu­ni­cí­pios es­te­jam ­mal’’. ‘‘O im­por­tan­te é que a ci­da­de te­nha evo­luí­do de um ano pa­ra ­outro’’, apon­ta. O Ín­di­ce da CNM ana­li­sa 16 ­itens que vão des­de o ní­vel de edi­vi­da­men­to, o gas­to com pes­soal, com saú­de, com edu­ca­ção, mor­ta­li­da­de in­fan­til, o cus­teio da má­qui­na até os in­ves­ti­men­tos.
  Se­gun­do Ziul­kos­ki, os da­dos do ­IRFS 2007 mos­tram que há uma me­lho­ra con­tí­nua na si­tua­ção dos mu­ni­cí­pios. ‘‘Des­de 2002, quan­do co­me­ça­mos a acom­pa­nhar pau­la­ti­na­men­te es­ses da­dos há uma ­melhora’’, de­fen­de. En­tre os pon­tos des­ta­ca­dos pe­lo pre­fei­to es­tá a re­du­ção no ní­vel de en­di­vi­da­men­to das ci­da­des, que ­caiu de 8,04% em 2002 pa­ra 3,29% em 2007.
  ‘‘Na mé­dia, os mu­ni­cí­pios tem 44,60% da re­cei­ta com­pro­me­ti­da com o gas­to com pes­soal, um nú­me­ro bas­tan­te in­fe­rior ao ín­di­ce de 60% pre­co­ni­za­do pe­la ­lei’’, diz. ‘‘Is­so não sig­ni­fi­ca que to­dos os mu­ni­cí­pios es­tão nes­sa si­tua­ção, mas na mé­dia o de­sem­pe­nho das ci­da­des es­tá bas­tan­te ­satisfatório’’, ana­li­sa.
  A pes­qui­sa da CNM apon­ta que hou­ve um au­men­to no cus­to per ca­pi­ta do Le­gis­la­ti­vo, que foi de R$ 28,48 em 2002 pa­ra R$ 51,56 em 2007. Mas o cus­to das Câ­ma­ras Mu­ni­ci­pais em re­la­ção a re­cei­ta dos mu­ni­cí­pios ­caiu de 4,36% em 2002 pa­ra 3,90% em 2007.
  Na ­área so­cial, os gas­tos com edu­ca­ção e saú­de os­ci­la­ram pa­ra bai­xo em 2007, mas es­tão, na mé­dia, aci­ma do li­mi­te de­ter­mi­na­do por lei. Na edu­ca­ção, o in­ves­ti­men­to fi­cou em 28,97% em 2007 con­tra 30,74% re­gis­tra­do em 2002. Já a saú­de te­ve apli­ca­ção de 16,41 das re­cei­tas em 2007 con­tra 18,50 apon­ta­dos em 2002.
  Na mé­dia, na ­área fis­cal, as ci­da­des pa­ra­naen­ses fi­ca­ram com no­ta 0,505, mui­to pró­xi­ma da mé­dia na­cio­nal, que foi de 0,513, mas dis­tan­te da me­lhor no­ta no ­item, que foi do es­ta­do do Rio Gran­de do Sul com 0,564. O es­ta­do de Ro­rai­ma foi o des­ta­que no ­item ges­tão com no­ta 0,576. No mes­mo ­item o Pa­ra­ná te­ve mé­dia 0,362 e a mé­dia na­cio­nal fi­cou em 0,449.
  Já na ­área so­cial, que ana­li­sa in­di­ca­do­res de saú­de e edu­ca­ção, os mu­ni­cí­pios pa­ra­naen­ses ti­ve­ram mé­dia de 0,555 en­quan­to a mé­dia na­cio­nal foi de 0,529 e a me­lhor mé­dia no ­país foi do es­ta­do do Es­pí­ri­to San­to, com 0,572. A mé­dia ge­ral do Pa­ra­ná foi de 0,474, pou­co in­fe­rior a mé­dia na­cio­nal (0,497) e da me­lhor mé­dia, re­gis­tra­da pe­lo Es­pí­ri­to San­to (0,531).

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