PR está próximo da UTI, diz Osmar
PR está próximo da UTI, diz Osmar
Estudo feito por consultor do Senado mostra que o Paraná não apresenta qualquer indicador positivo em suas receitas
Arquivo FolhaAlternativaOsmar Dias: Vamos marcar uma reunião com a direção do Banco Central para discutir a situaçãoJosé Fernando da Silva
O senador Osmar Dias (PSDB) divulgou ontem um estudo comparativo das despesas e Orçamento do estado de 94 até o primeiro trimestre deste ano. O estudo, feito por um consultor do Senado, aponta que o Paraná não apresenta nenhum indicador positivo em suas receitas. A arrecadação de ICMS está em queda e a despesa de pessoal sobre a receita corrente cresceu de 36,91% em 1994 para 72,45% em 1997. O Paraná está muito próximo da UTI e se continuar assim vai ter que apelar para a subvenção da União até mesmo para a folha de pagamento, afirmou Dias.
O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, classificou os números apresentados por Osmar Dias de equivocados. Em 94, as despesas com a folha de pagamento estavam em 60%. Segundo Salomão, em 95 houve um acréscimo na folha devido ao gatilho salarial deixado pelo governo do PMDB. Sobre o endividamento do Estado, Salomão disse que Osmar atira no próprio pé. O Estado estaria somente pagando dívidas feitas pelos governos anteriores. Os empréstimos feitos junto ao Banco Mundial para financiar programas do atual governo ainda não começaram a vencer. Estamos pagando letras mobiliárias do governo Álvaro Dias, afirmou.
O estudo apresentado pelo senador Osmar Dias, com base nos balanços gerais do Paraná de 94 a 97, conclui que existe uma tendência que se expressa desde 1995, na gestão da política econômica do Governo do Paraná, qual seja, aumentar o endividamento, alienar aceleradamente os bens do estado e o descontrole das despesas. E mais: A convergência destas tendências acarretou um desequilíbrio estrutural das finanças estaduais, o qual se expressa no déficit explosivo que cresceu 2.500% entre 1995 e 96. Analisando o primeiro trimestre deste ano, não há indicação de possíveis melhorias nas contas do Estado.
Para Osmar Dias, o próximo governador vai gastar boa parte do seu governo pagando dívidas. Estamos muito preocupados e devemos marcar uma reunião com a direção do Banco Central, que classifica o Paraná na letra D na capacidade de endividamento, sem condições de tomar qualquer dinheiro emprestado.





