PR espera respostas da União
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quarta-feira, 07 de abril de 2004
Maria Duarte<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governo do Paraná ainda não tem respostas do governo federal sobre os pedidos feitos há cerca de um mês pelo governador Roberto Requião (PMDB). Os secretários Heron Arzua (Fazenda) e Eleonora Fruet (Planejamento e Coordenação Geral) foram a Brasília anteontem, para uma reunião no Ministério da Fazenda, no fim da tarde.
Durante duas horas e meia, eles conversaram com o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, e com o secretário-adjunto, Jorge Khalil Miski. O encaminhamento dos pedidos que precisam passar por diversos ministérios será feito por Khalil Miski.
Eleonora e Arzua entregaram, com detalhes, toda a argumentação técnica que embasa os pedidos. ''Agora eles vão analisar, pedir os pareceres necessários. À medida que tiverem posições, entram em contato conosco'', explicou Arzua, em entrevista à Folha por telefone. ''Foi uma conversa preliminar, na qual discutimos apenas os aspectos técnicos. As repercussões políticas serão acertadas mais para frente, pelo ministro (Antonio Palocci) e pelo governador Requião'', disse Arzua.
Entre os pedidos do Paraná, está o ressarcimento de obras feitas pelo governo estadual, mas que eram de responsabilidade da União. A duplicação da BR-376 (Curitiba-Santa Catarina) é um exemplo. Esse pedido precisa passar pelo crivo do Ministério dos Transportes. O secretário não fala em valores. A mudança do indexador da dívida (o IGP) é outra solicitação, que precisa ser analisada pelos técnicos do Banco Central. O Paraná quer a mudança do indexador contratual para outro mais estável e menos sujeito às influências da variação cambial.
O pedido mais ambicioso, porém, diz respeito a uma herança da gestão Jaime Lerner (PSB). O governo Requião quer que a União assuma uma dívida do Estado avaliada em R$ 600 milhões e decorrente da compra de títulos públicos emitidos pelo governo de Santa Catarina e pelas prefeituras paulistas de Osasco e Guarulhos.


