PR cortará mais R$ 4,8 milhões/mês
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terça-feira, 20 de abril de 1999
Leandro Donatti 
O governo do Paraná divulgou mais uma etapa do plano de ajuste fiscal baixado pelo governador Jaime Lerner (PFL), em novembro do ano passado, para acabar com o desperdício no Poder Público. Dessa vez, as medidas atingem o custeio e foram anunciadas pela secretária de Administração, Maria Elisa Paciornik, no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Pelo cálculo apresentado pela secretária, o governo quer economizar algo em torno de R$ 5 milhões ao mês - R$ 60 milhões ao ano. Se somados com os outros cortes já implementados pelo Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal (Crafe), a economia mensal sobe para R$ 14,8 milhões ao mês, o equivalente a 5% dos R$ 280,8 milhões gastos no total pelo governo, incluindo folha de pagamento.
A racionalização dos recursos foi aprovada pelo Crafe anteontem à noite. Os secretários do Conselho avalizaram 15 projetos elaborados pela pasta de Paciornik. Os cortes atingem pessoal, transporte oficial, energia, telefonia, xerox e compra de material de consumo. A secretária disse que o governo está se cercando de mecanismos de controles para evitar gastos desnecessários. No levantamento de fizemos não verificamos abusos. Detectamos setores que podem ser enxugados. Paciornik informou que, para colocar as medidas em prática, serão necessários cerca de R$ 100 milhões de investimentos.
Do total, R$ 26,5 milhões serão para a implementação de mudanças no setor administrativo e de serviços. O restante, R$ 72,2 milhões, em Recursos Humanos. A secretária de Administração disse que a meta do Crafe é chegar a economia mensal de R$ 30 milhões. Com as medidas de ontem, os secretários chegaram a metade do estipulado pelo governador. Acreditamos que a economia será a até maior que os R$ 4,8 estipulados só nessa etapa, porém não queremos nos antecipar, ressalvou a secretária, na intenção de frear qualquer tipo de euforia. Paciornik anunciou ainda que sua pasta passará a intensificar a legalização dos imóveis do Paraná que se encontram hoje em situação irregular. A falta de escritura é o problema mais comum.
Entraremos em contato com o Decom para iniciarmos um processo de avaliação, prometeu. A secretária sinalizou que a legalização da papelada é uma prioridade, visto que, sem isso, nenhum dos 7 mil imóveis de propriedade do Paraná poderá ser colocado como meio de capitalização da Paranaprevidência. É um trabalho de mais fôlego, que não é feito em apenas uma gestão, antecipou a secretária.
Paciornik também falou sobre a proposta anunciada pelo governo federal de Plano de Demissão Voluntária (PDV) no serviço público. Como ela já havia adiantado à Folha, o Paraná vai aderir à proposta. Paciornik não acredita que o projeto deslanche neste ano. Ela ressaltou que, no momento, o governo se dedica ao cadastramento de todos os servidores públicos.


