PR adere ao fim da imunidade
A Assembléia Legislativa do Paraná aprovou ontem à tarde envio de proposta de emenda ao Congresso acabando com a imunidade parlamentar de vereadores, deputados e senadores por crimes comuns. Embalados pelos escândalos envolvendo o deputado federal cassado Hidelbrando Pascoal (sem partido-AC), os deputados aprovaram por unanimidade a proposta de autoria de Neivo Beraldin (PSDB).
Beraldin defende a preservação da imunidade na manifestação de opiniões e palavras. ‘‘Acho que temos de dar autorização para deputados serem processados quando estiver em jogo crimes comuns’’, discursou. Luiz Carlos Alborghetti (PFL) foi o único a questionar a questionar a proposta.
Campeão em processos na Justiça, Alborghetti disse que concorda com medida moralizadora, mas também não admite ‘‘ser processado por ladrão’’. O deputado não se manifestou no momento da votação. Alborghetti foi um dos beneficiados pelo último perdão da Assembléia, negando autorização para a Polícia dar prosseguimento a inquéritos policiais.
O perdão, autorizado por Aníbal Khury (PFL) data de 15 de abril. Além de Alborghetti, foram beneficiados com o decreto sustando os inquéritos Geraldo Cartário (PSL), e Carlos Simões (PTB). A decisão foi tomada pelos próprios deputados com base no Artigo 57 da Constituição Estadual, que trata da imunidade.
Em outubro de 97, houve perdão semelhante ao de abril passado, só que mais abrangente. Ao todo, nove deputados foram agraciados com a decisão que perde a validade, com a proposta de emenda sugerida por Neivo Beraldin. Dentre eles: Edno Guimarães (PSL), Albanor Gomes (PSDB), Ricardo Chab (PTB), Edgard Bueno (PDT) e os ex-deputados Emerson Nerone (PSN), Nereu Moura (PMDB), Sâmis da Silva (PMDB) e Nelson Tureck (PFL). Com o fim do mandato, em fevereiro desse ano, esses deputados passaram a responder pelos processos como cidadão comum. Emerson Nerone foi chamado a prestar depoimento em algumas ações ajuízadas por policiais militares, um de seus principais alvos quando deputado estadual.(L.D.)

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