São Paulo- O presidente estadual do PPS, Roberto Freire, afirmou ontem que o partido poderá firmar uma aliança com o PSDB na disputa das eleições presidenciais em 2010. O anúncio foi feito durante o encontro estadual do partido, realizado na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na região do Ibirapuera (zona sul de São Paulo).
O encontro contou com cerca de representantes de 300 municípios do Estado, entre lideranças da sigla, e possíveis candidatos a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi até o encontro e declarou interesse na criação de alianças entre os dois partidos. Após a passagem rápida do tucano, Freire reiterou o bom relacionamento de seu partido com os governadores Serra (SP) e Aécio Neves (MG), qualificando os dois políticos como alternativas dentro do PSDB.
Freire afirmou ainda que o resultado das eleições municipais deste ano em Belo Horizonte e São Paulo podem influenciar no resultado de uma eventual aliança em 2010.
''A eleição nas capitais de São Paulo e Minas podem influir na eleição de 2010, por isso é muito bom termos este relacionamento com o Serra, assim como temos com o Aécio, em Minas. Estes dois representam dentro do PSDB uma alternativa política para as próximas eleições'.
O líder do PPS criticou a política econômica do governo federal e afirmou que foi feito 'um carnaval sobre o fim da dívida externa' e esta não seria uma vitória real da área.
'Essa política só permanece porque a economia mundial mudou, está num ciclo virtuoso, que não havia na época de Fernando Henrique (Cardoso), mas como política está esgotada há muito tempo'
Especialistas e integrantes do partido ministraram painéis abordando temas como educação, meio ambiente, gestão pública e legislação e marketing eleitoral. Entre os palestrantes, destaca-se a presença da deputada federal Luiza Erundina (PSB) e da secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
A secretária apresentou as metas do governo estadual na Educação aos pré-candidatos às prefeituras, sublinhando a necessidade de parceria entre municípios e estado para a implantação do ensino fundamental de 9 anos até 2010 - hoje, apenas 14% dos municípios paulistas já implementaram a medida.
Em sua fala, Maria Helena aproveitou para criticar a falta de transparência na aplicação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Sobre a possibilidade de corte do salário-educação no texto de reforma tributária elaborado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), a secretária foi incisiva ao dizer que sem este repasse a secretaria de Educação não terá dinheiro para investir no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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