PPS rompe aliança com PT já pensando na eleição de 2004
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quinta-feira, 24 de julho de 2003
Giovana Kindlein<BR>Reportagem Local 
O PPS de Londrina deverá anunciar oficialmente hoje, às 17 horas, o rompimento com a aliança (PT/PCdoB/PAN/PPS) que elegeu o prefeito Nedson Micheleti (PT) em 2000. O presidente da comissão provisória do partido em Londrina e pré-candidato a prefeito pelo PPS, padre Manoel Joaquim, disse ontem que ''nunca houve uma aliança consistente desde o início da administração''.
O descontentamento e a crítica da atual direção do PPS local, de acordo com o padre, à atuação do prefeito estão baseados em fatos que ocorreram ao longo dos últimos três anos, como o estabelecimento de critérios meramente políticos para a formação do secretariado, a discordância em relação à venda da Sercomtel, a exoneração do vice-prefeito Luís Carlos Bracarense (PPS) da Secretaria de Obras e o posterior isolamento político da administração. ''A meu ver, Nedson ignorou completamente o PPS'', salientou o presidente do PPS em Londrina.
O rompimento com a administração municipal poderá provocar mudanças nos cargos ocupados pelo PPS na prefeitura. Ontem, padre Manoel Joaquim procurou os correligionários que fazem parte do quadro funcional de Nedson para informar a decisão da direção da comissão provisória. Segundo o padre, a deliberação tem o aval do presidente do diretório estadual do partido, o ex-deputado Rubens Bueno. ''Ele (Rubens Bueno) deu total liberdade para a nova direção do PPS e afirmou que se a independência era importante para as eleições municipais de 2004, que fosse feita''.
O prefeito está com a família em Campo Mourão onde deve permanecer até domingo. De acordo com seus assessores não é possível falar com Nedson porque no local onde está não há comunicação. Para o presidente do diretório municipal do PT, Jacks Dias, ''a decisão vai na contramão da lógica nacional'', já que o ex-candidato à Presidência da República pelo partido, Ciro Gomes, é hoje ministro da Integração Nacional do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora padre Manoel Joaquim tenha uma audiência marcada com Jacks na prefeitura às 17 horas, o presidente do diretório do PT disse ontem que ''não irá tratar deste assunto durante o expediente na prefeitura'' e concluiu que ''isto deverá ser tratado na sede do PT''.


