PPS quer novas explicações sobre venda da Copel
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sábado, 09 de março de 2002
Maria Duarte<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A bancada do PPS na Assembléia Legislativa formada por dois ex-aliados do governo do governador Jaime Lerner (PFL) não pretende dar trégua no caso Copel. A privatização da Companhia Paranaense de Energia foi abortado pelo Palácio Iguaçu, mas os deputados exigem explicações e valores gastos durante o processo.
Amanhã devem ser votados no plenário da Assembléia mais três requerimentos da bancada do PPS com pedidos de informações referentes aos gastos com a tentativa de venda da estatal.
Os deputados Marcos Isfer e Cezar Silvestri querem saber quanto foi gasto em publicidade com a campanha em defesa do processo de privatização. Os parlamentares também questionam os valores investidos na criação das empresas subsidiárias da Copel.
Sabemos que existe muita resistência na prestação dessas informações. Dos três requerimentos apresentados esta semana, somente um foi aprovado em plenário. Mas temos a responsabilidade e o dever de esclarecer a população do Paraná sobre essas questões e vamos continuar insistindo nisso, assegurou Isfer.
No início da semana passada, a Assembléia Legislativa aprovou requerimento da bancada do PPS, com pedido de informações sobre os valores gastos com a contratação das empresas advisers, advogados, assessores financeiros e consultores que atuaram na preparação da Copel para a privatização.
O Fórum Popular Contra a Venda da Copel faz balanço amanhã à noite da campanha A Copel é nossa. Serão discutidos os desdobramentos jurídicos ainda pendentes. O movimento entrou com uma série de ações na Justiça além de manifestações públicas na tentativa de barrar a privatização da estatal.


