O deputado federal Rubens Bueno (PPS), presidente do partido no Estado, reuniu-se ontem com o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PTB), para defender a permanência da geração e da transmissão de energia nas mãos do Estado. Bueno quer um amplo debate sobre a privatização da Copel, envolvendo o governo estadual e a sociedade. Bueno quer que Brandão seja o mediador da discussão. O presidente do Legislativo argumentou que precisa de respaldo para assumir a tarefa. Disse que precisa debater o assunto com a oposição e com o governo. Brandão já afirmou que a geração deve continuar sob controle do governo estadual.
A bancada do PPS na Assembléia foi formada este ano e conta com dois deputados, César Silvestri (ex-PTB) e Marcos Isfer (ex-PFL). Eles são autores de um projeto que prevê a manutenção da geração e transmissão de energia nas mãos do Estado, e a venda apenas da parte de distribuição. A proposta pode ser apresentada em forma de emenda ao projeto de iniciativa popular, em tramitação no Legislativo. O projeto popular deverá ser votado no segundo semestre.
O secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, rechaçou a idéia do PPS. Segundo ele, o governador Jaime Lerner (PFL) não vai aceitar voltar atrás na sua meta de privatizar a empresa em outubro ou novembro. A alegação é estancar o déficit previdenciário de R$ 100 milhões/mês e capitalizar o fundo de previdência, que precisa de R$ 5 bilhões no total, segundo Guerra. O fundo já recebeu R$ 1,9 bilhão, com a antecipação dos royalties da usina de Itaipu.

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