PPS pode disputar 200 prefeituras
Lúcio Horta
De Londrina
O PPS pretende lançar candidatos a prefeito em pelo menos metade dos 399 municípios do Paraná. A informação é do presidente estadual do partido, deputado federal Rubens Bueno, que esteve ontem em Londrina para o primeiro contato com a comissão provisória do PPS, nomeada no dia 17 de setembro. Ele visitou a Folha, onde foi recebido pelo diretor-superintendente José Eduardo de Andrade Vieira.
Segundo Bueno, o crescimento do PPS no Paraná é expressivo, assim como vem ocorrendo na maioria dos Estados brasileiros. O partido está presente em 245 municípios do Estado, que, juntos, representam, segundo ele, 90% do eleitorado. No País, destacou o deputado, o PPS tem representantes em mais de 4 mil dos 5,5 mil municípios. A bancada do partido no Congresso inclui 12 deputados federais e três senadores, sem contar a filiação do senador Arthur da Távola, que deixou o PSDB e deve se filiar ao PPS nos próximos dias.
Uma das explicações para esse desempenho, segundo o deputado, é o crescimento do vice-presidente nacional do partido, Ciro Gomes. Na pesquisa realizada por Veja-Vox Populi, entre os dias 21 e 22 de setembro, o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco atingiu 23% das intenções de votos para a presidência da República, atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31%.
O crescimento da candidatura de Ciro é palpável, a gente vê no dia-a-dia, atesta Bueno. Segundo ele, esse crescimento está motivando campanhas para desestabilizá-lo. Um exemplo é a reportagem do último domingo na Folha de S.Paulo, que denunciou supostas irregularidades na declaração do Imposto de Renda do ex-ministro, mas é o preço da fama, avalia o deputado. E a matéria não diz nada.
Sobre a situação no Estado, Bueno deixou claro que não há pontos de convergência entre o PPS e o governo de Jaime Lerner (PFL). A situação do Paraná é difícil. E não é vendendo o Banestado, a Sanepar ou a Copel que a situação vai melhorar, criticou. Bueno também não descartou a possibilidade de ser o candidato do partido nas próximas eleições para o governo do Estado em 2002.





