Curitiba - Integrante da base aliada do governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná desde 2011, o PPS estuda entregar os cargos que ocupa na administração estadual, tornando-se "independente". Com a posse hoje de Felipe Lucas (PPS) no lugar de Alceu Maron Filho (PSDB), que perdeu o mandato por infidelidade partidária, a bancada da legenda na AL passará a contar com três nomes, podendo eleger um líder. Até então, Douglas Fabrício e Tercílio Turini eram os únicos representantes.
Em discurso ontem, Turini disse que irá levar a proposta a uma reunião interna na tarde de hoje e que, na sequência, deve encaminhá-la ao diretório estadual. Se aprovada, a decisão pode significar a saída de um dos homens fortes de Beto, o secretário de governo Cezar Silvestri. Devido à exoneração de Reinhold Stephanes (PSD), a pasta será fundida com a Casa Civil, permanecendo sob comando de Silvestri. O retorno de Lucas também aumentará o tempo do PPS em plenário - dos atuais cinco minutos semanais para dez diários.
"O PPS tem a obrigação de entrar no debate e até de avaliar a possibilidade de lançar uma chapa majoritária, se apresentando como alternativa aos atuais pré-candidatos", defendeu o londrinense.
Para Fabrício, tomar uma posição de independência não significa que o partido será contra o governo. "Você pode apoiar os bons projetos, mas não precisa ter o desgaste que outros trazem", afirmou. "Eu tenho ouvido as ruas e as pessoas estão reclamando muito", completou.

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