Curitiba - O presidente do PPS do Paraná, o ex-deputado e ex-candidato ao governo Rubens Bueno, anunciou ontem que o partido vai encaminhar ao Conselho Nacional do Ministério Público uma representação por suposta prevaricação (faltar ao dever do cargo) contra a promotora Terezinha de Jesus Souza Signorini e contra o procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo. A representação se refere às cobranças do PPS nas investigações sobre nepotismo no governo do Paraná.
Segundo Bueno, o motivo central para a representação foi a justificativa da promotora, que atua no Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, para a demora do MP em não investigar o nepotismo na esfera estadual. Na semana passada, a promotora disse que o MP aguardaria a decisão de uma ação popular sobre o mesmo assunto, que tramita na 1 Vara de Fazenda Pública de Curitiba. A assessoria de imprensa do MP informou no final da tarde de ontem que a instituição não se manifestaria sobre o assunto.
O advogado do partido, Luiz Fernando Pereira, disse que a representação seria encaminhada no máximo até hoje. De acordo com Pereira, a ação citada pela promotora estaria extinta desde janeiro. Além disso, o autor da ação teria dito que desistiria dela caso o MP confirmasse que o processo está atrapalhando as investigações do MP.
''O PPS não pode permitir que os responsáveis pela investigação sobre o nepotismo no Estado criem todo tipo de dificuldade possível e imaginável para proteger os parentes do governador e dos secretários'', protestou Bueno. Pereira acredita que a manifestação do Conselho do MP sobre a representação não deve demorar.

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