Curitiba – Militantes do PPS realizaram ontem uma pequena manifestação em frente à sede do Ministério Público (MP) estadual, em Curitiba, para lembrar o aniversário de um ano de uma representação proposta pelo partido que pede o fim da prática de nepotismo no governo do Estado. A legenda reclama que, até agora, nenhuma medida foi tomada para exonerar dos quadros do Executivo os parentes do governador Roberto Requião (PMDB) contratados em cargos de comissão.
  O principal alvo da manifestação foi o procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, chefe do MP, a quem os pepessistas acusam de conivência com o nepotismo. Duas faixas cobrando ação por parte do procurador foram colocadas em frente ao prédio do MP. Uma delas dizia: ‘‘Nepotismo no governo Requião – Riquelme, estamos esperando uma atitude’’.
  Segundo o advogado do partido e autor da ação, Luiz Fernando Pereira, o PPS estranha a demora do MP a adotar medidas contra o nepotismo no governo. ‘‘Nos municípios, o MP tem agido de forma rápida e célere, propondo ações que pedem a exoneração de parentes de titulares de cargos públicos. Mas em relação ao governo do Estado, há um ano protocolamos a representação e nada foi feito’’, reclamou o advogado.
  Pereira questiona também a justificativa dada pelo MP para não enviar recomendações administrativas propondo o fim do nepotismo no governo. No mês passado, a promotora Terezinha de Jesus de Souza Signorini afirmou que uma ação popular que tramita na 1ªVara da Fazenda Pública de Curitiba impediria o MP de tomar medidas. ‘‘Mas esta ação está extinta desde 29 de agosto do ano passado’’, garantiu o advogado.
  Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o MP afirmou ‘‘que não está alheio à questão do nepotismo nos órgãos públicos’’. Pelo contrário, estaria ‘‘atuando efetivamente na questão, respeitando a legalidade e o devido processo legal’’. Cita ainda que apenas outros dois Estados estariam com medidas mais avançadas em relação ao combate ao nepotismo: Maranhão e Ceará.

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