''PPS não quer troca de favores''
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quinta-feira, 29 de junho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
O ex-ministro Ciro Gomes disse em Maringá que o trabalho de organização do PPS no Paraná é o melhor do País. Não vamos disputar muitas prefeituras, mas o partido está se estruturando bem em todas as cidades, afirmou. Ciro atribuiu ao deputado federal Rubens Bueno o crescimento dentro das propostas do partido no Estado. Depois que ele ingressou no PPS o partido está se estruturando dentro das metas defendidas pelas lideranças, elogiou. Gomes esteve terça-feira em Maringá para a convenção que lançou o vereador Ulisses Maia candidato a prefeito.
Após as eleições municipais de 1º de outubro, na expectativa do ex-ministro, o PPS estará fortalecido em praticamente todo o País. Ele calcula que das oito capitais onde o partido tem candidatos, em cinco existem chances de chegar na frente. Mas não queremos crescer para nos tornarmos mais um partido, afirma. A proposta do partido é de chegar com simpatia à opinião pública, para depois avançar em busca de união com as siglas que se identifiquem com as propostas do PPS.
Segundo Ciro, o que a imprensa e os políticos de Brasília anunciam de coligações com o PPS só existe nas páginas dos jornais. Ele explica que por enquanto a meta não é de buscar aliados. Quando chegar a hora vamos buscar aliados que comungam das nossas propostas, que são de centro-esquerda, disse. O ex-ministro adiantou ainda que o PPS não será um partido para o cambalacho e a troca de favores. Por isso, completou, está se estruturando.
Até mesmo as filiações dependem de um posicionamento dos novos partidários. Não queremos inchar e sim crescer com gente de qualidade ao nosso lado, afirmou. Ciro contou até um caso acontecido em São Paulo, onde um candidato eleito a vereador queria se filiar levando um bocado de gente junto. Lógico que não aceitamos, disse. Qualquer filiação suspeita é levada ao diretório nacional, que analisa o perfil do candidato.


