Porto Alegre - Depois de ser isolado da Frente Trabalhista por acordo dos líderes nacionais do PDT e PTB, o PPS do Rio Grande do Sul define hoje, em reunião do diretório estadual, o rumo que vai tomar nas eleições deste ano. Por isso, o lançamento da candidatura do ex-governador Antônio Britto ao Palácio Piratini pode ser adiado para dar tempo para que os dirigentes da sigla busquem alianças antes da apresentação formal do nome que vai concorrer. O principal alvo é o PFL, que participou do governo de Britto, entre 1995 e 1998, e teria três minutos na propaganda eleitoral gratuita para somar aos 30 segundos do PPS.
O acordo entre os três partidos que participariam da Frente Trabalhista se tornou inviável quando o presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, exigiu a candidatura do vereador José Fortunati ao governo do Estado, alegando que o pacote proposto pelo PPS e PTB não incluia Britto. O PPS reagiu, negando-se a apoiar Fortunati e dando prazo até ontem para a costura de um acordo. Brizola antecipou-se ao prazo do PPS. No final de semana fechou acordo de apoio a Fortunati com os líderes nacionais do PTB, José Carlos Martinez e Roberto Jefferson, e isolou o PPS no Rio Grande do Sul.
Pesquisas encomendadas pelo PPS indicam que, apesar de sua pequena estrutura, o partido tem um candidato com potencial eleitoral. A última consulta não foi tornada pública, mas mostrava Britto em primeiro lugar, tecnicamente empatado com o ex-prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro (PT).

mockup