Curitiba - O deputado federal Roberto Freire (PPS-PE) é um dos defensores da liberdade de alianças e coligações para as eleições de 2006. Por conta disto, ele promete lutar em Brasília para que a verticalização determinação que obriga que todas as alianças nacionais majoritárias sejam repetidas nos estados não seja aprovada. Freire, que esteve ontem em Curitiba para a cerimônia de filiação de mais de 80 sindicalistas, lembrou que o próprio PT reclamava em 2002 da política de verticalização imposta pelo Judiciário através de pedidos constantes do PSDB de Fernando Henrique Cardoso.
''Ele (José Genoíno, presidente nacional do PT) dizia que a verticalização era o ato institucional número 45. Agora, se ela for aprovada, vou dizer que foi baixado o ato institucional número 13'', ironizou o parlamentar. Roberto Freire teve o nome lançado como possível candidato à Presidência da República pelo PPS, numa convenção nacional realizada em Natal (RN).
Mesmo sendo pré-candidato, Freire quer manter um diálogo ''positivo'' com outros partidos que queiram ser oposição ao modelo implementado pelo PT de Luiz Inácio Lula da Silva e ao PSDB. ''Vamos dialogar com os partidos para buscar um entendimento nacional que surja como alternativa para o quadro já desenhado. Vamos tentar entendimento com o PDT e o PV. No ano que vem, aparamos as arestas e buscamos um candidato em comum'', declarou.
O presidente do PPS do Paraná, Rubens Bueno, também apóia a candidatura do PPS em todos os níveis passando pela Presidência, governos estaduais e Senado. ''Apóio o coletivo partidário. O PPS hoje tem projetos de candidatura própria em todos os níveis. Não temos direito de escolher adversários. Vamos com candidatura própria para darmos uma resposta ao ciclo de políticas implementadas no País e no Paraná'', pontuou ele.
Bueno considerou positiva a filiação dos sindicalistas ontem, que segundo ele, estão buscando cada vez mais o PPS. ''Acho que começamos agora a nos tornar um partido dos trabalhadores. O PT, que surgiu para isto, desencantou a classe sindical com propostas dominantes como a reforma sindical. Temos espaço para nos consolidar como um partido, de fato, de esquerda'', disse Bueno.
O novo grupo de filiados ao PPS é encabeçado pelo presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Luiz Gin. Entre os militantes que entraram ontem no partido estão sindicalistas de Curitiba, Londrina, Cascavel, Guarapuava, Campo Mourão, Colombo, Campo Largo, Araucária, Quatro Barras, Jacarezinho, Arapoti, Telêmaco Borba, Jaguariaíva, Jussara, Goioerê, Morretes, Matinhos, União da Vitória, General Carneiro e Palmas.

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