PPS faz primeiro encontro estadual
OPOSIÇÃO
PPS faz primeiro encontro estadual
Arquivo FolhaBueno: Conseguimos ultrapassar a marca das filiaçõesO PPS do Paraná se reúne hoje pela manhã em Curitiba para realizar o primeiro encontro estadual da sigla sob o comando do deputado federal Rubens Bueno. A reunião está prevista para começar às 9 horas, com um pronunciamento do deputado. No discurso, Rubens Bueno deve avançar na tese de independência do PPS rumo às eleições municipais do ano que vem. Postura partidária que tanto tem incomodado o Palácio Iguaçu.
Ontem, Bueno afirmava desconhecer os motivos para a animosidade manifestada nos últimos dias pelo governo Lerner. Nunca me comprometi com ele. Nem com o (José) Richa nem com o Alvaro (Dias). Jamais fui aliado incondicional. Sou aliado incondicional das minhas idéias. E acho que tenho de fazer críticas quando é necessário, afirmou. Bueno disse que como deputado tem o dever de agir assim.
No encontro de hoje no Plenarinho da Assembléia, o PPS dará posse para 157 comandos provisórios que passarão a responder pelo partido nos municípios do interior. Outros 226 pedidos de instalação estão sendo analisados pela direção estadual do PPS, que faz a triagem dos interessados. Tínhamos como meta instalar 150 diretórios até setembro, o prazo fatal para as filiações. Conseguimos ultrapassar essa marca, assinalou o deputado.
Rubens Bueno não acredita que a animosidade com o Palácio Iguaçu, agravada principalmente por suas críticas ao pedágio e a outras políticas da administração Lerner, vá interferir no processo de formação de alianças. Vamos buscar acordos com o PT, PSB, partidos de centro-esquerda, mas em alianças com o PFL não estão descartadas. Cada local tem uma realidade diferente. Temos de respeitar isso, ponderou.
O PPS espera reunir hoje cerca de 300 filiados. O partido quer dar o start para o processo de formação de chapas a prefeito, vice e vereadores. Arlindo Oliveira, consultor legislativo do Senado, é um dos convidados para esclarecer as dúvidas dos filiados ao PPS quanto à reforma política que tramita no Congresso. A idéia é tranquilizar os militantes, acuados com as informações de que a reforma pode acabar com partidos menores como o PPS. E bater na tecla de que, dificilmente, a reforma debatida valerá para as eleições do ano que vem. (L.D.)





