PPS faz campanha por chapas fortes em 2006
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terça-feira, 24 de maio de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O PPS já começou as preparações para enfrentar o maior pesadelo dos partidos menores para 2006 a implantação da cláusula de barreira. O dispositivo prevê que apenas os partidos que obtenham mais de 5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados tenham direito a tempo de televisão na propaganda partidária, verbas do fundo partidário e possibilidade de indicar deputados para participarem de comissões no Congresso. Com a implantação da cláusula, vários partidos pequenos tendem a se extinguir nos próximos anos, com seus parlamentares eleitos rumando para outras siglas.
Segundo o presidente nacional do PPS, o senador Roberto Freire, a ordem é que os diretórios estaduais esforçem-se em montar chapas fortes para a Câmara dos Deputados. Caso a cláusula estivesse em vigor hoje, o PPS não teria direito ao funcionamento parlamentar e outros benefícios previstos pelo dispositivo. Apenas sete partidos (PT, PSDB, PFL, PMDB, PP, PSB e PDT) atingiram 5% dos votos válidos nas eleições de 2002.
Freire, que esteve ontem em Curitiba, destacou a importância dada à eleição da Câmara. ''É uma prioridade do partido. Juntamente com a cláusula vem também a necessidade de lançarmos candidatos próprios ao governo nos Estados, porque sabemos que uma candidatura própria reforça as chances dos postulantes à Câmara'', afirmou.
Freire destacou que a possibilidade do fim da verticalização das alianças irá estimular as coligações a níverl regional, e não afastou a possibilidade de uma aliança com o PMDB do governador Roberto Requião. ''O PPS e o PMDB já estão andando juntos no momento. As alianças serão realizadas quando elas forem boas para a sigla. Estamos em uma situação confortável, porque não só podemos escolher os parceiros como muitos querem nos escolher'', destacou.
No Paraná, os deputados estaduais Ratinho Júnior e Marcos Isfer já estão ''pré-escalados'' para a disputa para a Câmara Federal, juntamente com Cezar Silvestri, que já ocupa o cargo em Brasília. Dependendo do quadro nacional e estadual, especula-se que até mesmo Rubens Bueno, que já foi deputado federal, poderia abrir mão de disputar novamente o governo para reforçar a chapa de deputados federais.
Além de Bueno, o maior trunfo do PPS no Estado para a composição da chapa é o Ratinho Júnior, que foi o deputado estadual mais votado em 2002 com 189 mil votos o equivalente a 3,66% do total de votos válidos na ocasião. Ratinho Júnior, porém, não confirma sua candidatura. ''Tenho interesse em disputar a Câmara porque quero ter experiência em vários cargos pensando no meu projeto de disputar o governo do Estado. Mas antes tenho que pensar no assunto e principalmente conversar com minha família'', afirmou. Desconhecido antes da eleição de 2002, Ratinho Júnior elegeu-se basicamente devido ao carisma e aos investimentos na campanha de seu pai, o apresentador de TV Carlos ''Ratinho'' Massa.


