Curitiba - Os candidatos, coligações, comitês financeiros e partidos têm até as 19 horas de domingo para apresentar o relatório e o disquete com a primeira prestação de contas da campanha eleitoral. A prestação de contas tem que estar devidamente documentada para análise e julgamento da Justiça Eleitoral. A segunda prestação de contas deverá ser feita até o dia 6 de setembro. As duas primeiras datas de prestação de contas - 6 de agosto e 6 de setembro - foram estabelecidas pela Lei 11.300/2006 (Minirreforma Eleitoral), com o objetivo de dar maior transparência aos gastos eleitorais.
  No Paraná, o primeiro comitê a entregar a prestação de contas foi o da Coligação Voto Limpo (PPS-PFL) que tem Rubens Bueno como candidato ao governo do Estado. De acordo com o diretor-financeiro da campanha, Jorge Rosa, a prestação ficou pronta ontem e foi entregue à tarde no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). ‘‘Achei que seria complicado fazer a prestação de contas. Mas não foi. A planilha pede apenas o lançamento das despesas e das receitas até agora’’, analisou.
  A mesma facilidade foi encontrada pelo candidato ao governo do Estado Luiz Felipe Bergmann (PSol). ‘‘Como temos pouco o que declarar, conseguimos fechar rapidamente a nossa prestação’’, disse ele. Até agora o PSol movimentou cerca de R$ 7 mil.
  A reclamação veio do PV. O partido não acha difícil fazer a prestação de contas, mas reclama da burocracia. A prestação tem que ser feita com acompanhamento de papéis e disquetes. A reivindicação é informatizar a prestação de contas, dando transparência e fazendo com que as informações cheguem online ao TRE.
  O partido que mais está tendo dificuldades com o sistema do TRE é o PSDC, que tem como candidato ao governo o advogado Luiz Adão Marques. ‘‘Está bem complicado. O sistema é novo. Precisamos a todo momento do suporte técnico do TRE. Mas vamos tentar enviar em tempo’’, informou a assessoria financeira da campanha de Luiz Adão. O candidato Jorge Luiz Martins (PRP) vai entregar a prestação de contas zerada – sem qualquer movimentação de entradas e saídas. ‘‘Não estamos gastando nada e não arrecadamos nada até agora. Nossa conta vai ser entregue com saldo zero’’, informou ele.
  O candidato ao governo do Estado Antonio Roberto Forte (PSL) disse que a equipe financeira está nos ajustes finais para entregar a prestação de contas ao TRE. ‘‘Nosso partido é bem organizado. Isso é fundamental para o controle de gastos’’, apostou ele. Já o candidato Ivo Souza (PCO) disse que internamente as divergências sobre a forma de se fazer a prestação de contas estavam sendo ontem ajustadas para que não ocorresse atraso.
  Um dos coordenadores da campanha à reeleição de Roberto Requião, da Coligação Paraná Mais Forte PMDB-PSDB), Luiz Cláudio Romanelli, disse que o partido irá cumprir o prazo para a prestação de contas. Entretanto, ele acredita que o sistema seja um pouco confuso para os iniciantes e os candidatos de partidos menores. ‘‘Os partidos menores e os candidatos desavisados terão problemas. O sistema apenas quer as entradas e saídas das contas correntes. O que foi empenhado e não foi pago efetivamente não pode ser declarado’’, avisou ele.
  A Folha não conseguiu falar com os demais coordenadores financeiros dos candidatos ao governo do Estado. Além da alteração dos prazos para a prestação de contas, a legislação eleitoral está prevendo que o candidato é o co-responsável pelas contas prestadas respondendo solidariamente com o presidente ou tesoureiro do comitê financeiro. As contas prestadas pelas coligações e pelos candidatos que disputam a sucessão presidencial estarão disponíveis em um link criado no sítio do TSE (www.tse.gov.br ), na página principal, na seção Eleições 2006, a partir da semana que vem.

mockup