PPS do Paraná compõe a executiva da nova sigla
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terça-feira, 21 de novembro de 2006
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O Paraná garantiu representação na executiva do recém-criado partido Mobilização Democrática (MD). A nova legenda surgiu da fusão entre PPS, PHS e PMN. Esses partidos, preocupados com a cláusula de barreira, se uniram para não perderem tempo no horário gratuito nem dinheiro do fundo partidário. O ex-deputado e ex-candidato ao governo do Estado Rubens Bueno é o vice-presidente do MD, presidido por Roberto Freire. O secretário do PPS regional, Rubico Camargo, vai compor o conselho fiscal nacional.
Além disso, três deputados paranaenses - César Silvestri, Marcos Isfer e Ratinho Júnior - fazem parte da executiva nacional. No Estado, o partido terá quatro dos 54 deputados estaduais (veja quadro).
O partido surge como oposição ao presidente Lula (PT), mas promete manter o diálogo aberto com o governo federal e não fazer uma oposição ferrenha. Na Assembléia Legislativa do Paraná, a bancada deve atuar conforme as propostas e temas. Não deve fazer oposição cerrada.
Na avaliação de Rubens Bueno, o MD representa uma ''boa soma'' para o momento político. ''Propomos alternativas programáticas e de poder'', resumiu, explicando que o novo partido vai atuar na linha socialista, onde também estavam as raízes do PPS. O MD terá, a partir do ano que vem, um senador, 27 deputados federais, 81 deputados estaduais, três vice-governadores e um governador. Segundo Bueno, o partido terá 20 minutos semestrais de veiculação partidária e 40 minutos de inserções nos intervalos comerciais das redes de televisão - tempo de propaganda partidária semelhante ao dos grandes partidos.
A fusão dos três partidos foi uma estratégia para evitar o estrangulamento. É que no ano que vem passa a valer a cláusula de barreira, prevista na Lei dos Partidos Políticos (9096/1995). Conforme as regras, perde direito a funcionamento pleno em todas as casas parlamentares do Brasil, além de horário gratuito de rádio e TV e participação mais ampla no fundo partidário, todo partido que não alcançar, nas eleições para a Câmara Federal, pelo menos 5% dos votos. Juntos, PMN, PHS e PPS ultrapassam a barreira.


