PPS define que é contra a venda da Sercomtel
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quarta-feira, 08 de março de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
A Executiva Municipal do PPS decidiu, em reunião realizada na noite de terça-feira, que o partido é contra a venda da Sercomtel e a revogação da lei que condiciona a perda do controle acionário da telefônica à realização de um plebiscito. Com a decisão, em caso de discussão na Câmara, os dois vereadores da sigla Paulo Arildo e Tercílio Turini terão que votar conforme a orientação do partido.
A discussão em torno do futuro da Sercomtel Celular foi levantada pelo prefeito Nedson Micheleti (PT) no mês passado, ao anunciar o prejuízo de R$ 4,6 milhões registrado pela empresa em 2005. Nedson sugeriu que caberia aos vereadores revogarem a lei do plebiscito. O projeto que já está pronto e conta com sete assinaturas ainda não foi protocolado.
''Tínhamos um pensamento diferente, mas vamos acatar a decisão do partido. Sempre fui favorável à venda da Sercomtel Celular. Mas, vendendo a Celular, parece que tem que vender as duas juntas (Fixa e Celular), porque seria um único CNPJ. Vamos estar obedecendo o partido'', disse o vereador Paulo Arildo.
O PPS se soma ao PMDB e ao PSDB que já se posicionaram contra a venda da Celular e a revogação da lei. Juntos, os partidos têm cinco vereadores.
O vereador Renato Araújo (PP), autor do projeto que revoga a lei do plebiscito, disse estar convencido de que a Celular é deficitária e afirmou que não desistiu de protocolar a proposta. Caso a revogação da lei seja aprovada pelo plenário, o município ficaria liberado para conduzir o processo de venda somente da Fixa, já que a negociação da Celular foi proibida pelo plebiscito realizado em agosto de 2001. ''Vi os balancetes mensais da Sercomtel (Celular) que vêm para a Câmara e realmente apontam prejuízos mês a mês. A Câmara tem que entrar com o projeto (de revogação). Se o consenso dos veredores for de que tem que haver plebiscito, o projeto será reprovado'', argumentou.


