Brasília - A bancada do PPS decidiu ontem apoiar o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) na disputa pela presidência da Câmara. Com isso, já são dois os partidos que aderiram à sua candidatura, já que ele conta ainda com a sanção oficial do PSDB. Com a decisão do PPS, o próximo alvo de todos os candidatos é o PDT, que elegeu 24 deputados e só vai definir sua posição na terça-feira. A bancada tucana tem 64 deputados e a do PPS, 22.
Até agora, 12 bancadas decidiram quem vão apoiar na eleição do dia 1º. O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), conseguiu a adesão de partidos com grande número de eleitos e dos que estiveram envolvidos com o esquema de mensalão - PT, PMDB, PTB, PP e PL (que formou o PR, com o Prona). O atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), conta com o apoio do PCdoB, do PSB e do PFL.
O líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC), argumentou, ao anunciar a decisão da bancada, que o Legislativo precisa ser independente e a característica da candidatura de Fruet é esta independência. Ele lembrou que Fruet foi lançado pelo grupo que defende uma candidatura alternativa à presidência da Câmara, não ligada ao Planalto. Participaram da reunião de ontem apenas nove deputados, mas Coruja afirmou que os demais integrantes da bancada foram consultados por telefone.
Ontem, Aldo anunciou que não vai presidir a sessão em que os deputados vão eleger seu sucessor, marcada para as 15 horas do dia 1º. A sessão será comandada pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Embora não haja impedimento regimental, Aldo preferiu não presidir a sessão, para demonstrar isenção, já que é um dos candidatos. ''Obedeço ao regimento interno e a princípios que devem orientar uma eleição de caráter democrático'', disse. A sessão de posse, às 10 horas, será presidida por Aldo.
Em Belo Horizonte, onde se encontrou com deputados mineiros, Chinaglia disse acreditar que ainda é possível vencer a disputa no primeiro turno. Ele admitiu, porém, que a entrada de Fruet na disputa deve tirar votos dele e de Aldo. ''Houve uma repaginação da disputa, mas continuo trabalhando para, se possível, ganhar no primeiro turno.''
Ele garantiu que é ''otimista'' e não está preocupado com a possibilidade de racha na base aliada do governo, por conta da disputa entre ele e Aldo.

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