Curitiba - O PPS deverá definir ainda hoje os rumos que tomará na campanha do segundo turno para as eleições municipais de Curitiba, Londrina, Ponta Grossa e Maringá. A tendência, ainda negada pelo presidente estadual Rubens Bueno, que foi candidato à Prefeitura de Curitiba, é apoiar os partidos que se uniram para a campanha de Roberto Requião (PMDB) ao governo do Estado. Prova disto, foi o almoço promovido ontem no Palácio Iguaçu. ''Estamos conversando para que possamos examinar todas as propostas com cuidado e caminhar no sentido de termos posições iguais em todas as cidades'', afirmou Bueno.
A decisão somente não teria sido tomada por conta de divergências internas no PPS quanto ao nome mais indicado para as principais prefeituras do Paraná. Em Londrina, por exemplo, uma ala do partido seria contra o apoio ao candidato do PT, atual prefeito Nedson Micheletti. ''Temos que ser cuidadosos para que o partido escolha a melhor proposta. Sem aceitar a velha política'', disse ele, ao se referir a um suposto apoio ao candidato e ex-prefeito Antonio Belinati (PSL). Bueno afirmou, entretanto, que o PT de Londrina tem profunda rejeição dentro da base do PPS municipal.
Em Curitiba, tudo indica que o partido vai mesmo apoiar a candidatura de Angelo Vanhoni (PT). Beto Richa (PSDB), que é também candidato, conta com o apoio de um antigo desafeto político de Bueno, o senador Alvaro Dias (PSDB). Bueno nega que as desavenças políticas possam colaborar com a decisão. ''Passaremos por cima de qualquer divergência política, se entendermos que o nome de Beto Richa é o melhor para Curitiba'', afirmou o ex-deputado.
Se seguisse o mesmo posicionamento de apoiar candidatos petistas em outros municípios, o PPS apoiaria João Ivo Caleffi (PT) à Prefeitura de Maringá, em detrimento do candidato Silvio Barros (PP); e Péricles de Mello (PT) em Ponta Grossa, em vez do candidato Pedro Wosgrau Filho (PSDB).

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